VITOR AROUCA
 
Arouca a monte
 
OPINIÃO | Somente passados mais de três anos é que o Município fez a venda das árvores ardidas
 
  Outras acções...
 Enviar a um amigo
 sugerir site
A floresta, a sua gestão e as questões ambientais com ela relacionadas estão hoje, mais do que nunca, na ordem do dia, quer nos meios de comunicação social, quer no discurso político de quem nos governa. Se é facto que este é um tema de elevada importância, é também facto que do discurso ao ato vai uma enorme distância, ou, pelo menos, a ação demora demasiado tempo para que seja concretizada. Como diria Benjamin Franklin "Bem feito é melhor que bem dito."
Vejamos o exemplo de Arouca...
Em 2016 o concelho foi devastado pelo maior incêndio do país nesse ano. O município anuncia nesta sequência a criação de um "corredor ecológico" ao longo da ER326-1 numa extensão de 120.000 m2. Hoje facilmente podemos verificar que desse corredor apenas cerca de 10% está executado. Se este projeto serviria de exemplo de boas práticas naquilo que se pode implementar na gestão das nossas florestas e na proteção de pessoas e bens, hoje, segundo o discurso dos responsáveis, serve de exemplo da dificuldade que existe nessa mesma gestão, numa iniciativa que se arrasta há pelo menos dois anos.
No mesmo incêndio ardeu o Parque Florestal de Santa Luzia e somente passados mais de três anos é que o Município fez a venda das árvores e todo o material lenhoso dos baldios da sua gestão. Este facto traduz-se numa desvalorização da madeira e material lenhoso que implica um prejuízo ainda maior para o Município, do que se tivesse vendido logo após o incêndio. Se felizmente vamos tendo algumas medidas que permitem poupanças significativas, como é o caso da colocação de iluminação LED, este exemplo da gestão do Parque Florestal de Santa Luzia não é definitivamente um bom exemplo de gestão dos bens públicos. Este atraso implica que nesta altura ainda não tenha sido plantada qualquer árvore neste espaço a não ser aquelas que se encontram a desenvolver por regeneração natural.
Não quero com estes dois exemplos dizer que nada se fez no que a este tema diz respeito, porque não estaria a ser correto. Existem exemplos de bom trabalho feito nesta área, especialmente na criação ou conservação de caminhos florestais em algumas freguesias consideradas prioritárias.
Há ainda assim associações que mostram trabalho, resiliência, inconformismo e empenho na gestão da floresta e que logo na semana seguinte aos incêndios estão a colocar mãos à obra, na limpeza, plantação e criação de redes de pontos de água, e que recorrendo ao voluntariado contam nesta altura com milhares de árvores plantadas nas encostas da Freita, demonstrando a todos nós, mas sobretudo a quem tem responsabilidades, que o tempo urge e que ontem já era tarde para se começar a verdadeira gestão florestal.
 
Arouca

Sexta, 05 de Junho de 2020

Actual
Temp: 14º
Vento: ENE a 0 km/h
Precip: 0 mm
Céu Limpo
Sáb
T 17º
V 3 km/h
Dom
T 18º
V 5 km/h
PUB.
PUB.
 
 
A Frase...

"O movimento associativo juvenil tem reagido com resiliência e energia, procurando reinventar-se"

Cátia Camisão, vice-presidente da FNAJ, em declarações ao RV

EDIÇÃO IMPRESSA

RSS Adicione ao Google Adicione ao NetVibes Adicione ao Yahoo!
PUB.
Desenvolvido por Hugo Valente | Powered By xSitev2p | Design By Coisas da Web | 12 visitantes online