CÁTIA CARDOSO
 
Uma questão de educação
 
OPINIÃO | A escola não deve resumir-se à teoria, mas também ir para o terreno
 
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É inquestionável o valor e o poder da educação no desenvolvimento das crianças que, posteriormente, se tornarão adultos, nos quais recairão responsabilidades, mais ou menos exigentes.
No entanto, a educação deve assumir especificidades conforme as caraterísticas geográficas, demográficas, culturais e sociais, entre outras, de cada escola. Por isso, faz sentido que o ensino não esteja preso a um plano de estudos, igual para todos os alunos, de todas as escolas do país, mas que cada escola e/ou região saiba adaptar o plano de estudos à sua realidade.
Essa adaptação deve também ter em consideração o tempo, ou, melhor, os tempos. Há questões que hoje se levantam e que, há alguns anos, não tinham a atenção de agora.
Faz (cada vez mais) todo o sentido que as escolas não se alheiem ao território em que estão inseridas, até porque se deve educar não apenas sobre o que é global, mas também e principalmente sobre o que vemos, sobre as questões mais próximas com que nos deparamos diariamente.
É com agrado que vemos serem desenvolvidas nas escolas arouquenses iniciativas como o projeto "Ilustra a tua Escola" que está a decorrer em jardins-de-infância e escolas básicas das freguesias de Fermedo e Alvarenga, e que dá a conhecer às crianças locais e histórias, desafiando-lhes também a criatividade.
Já os alunos da freguesia de Moldes, estão envolvidos num projeto de educação ambiental, no monte da Senhora da Mó, que visa contribuir para a recuperação do coberto florestal, fomentando a biodiversidade daquele espaço, atacado pelos incêndios e, tal como outras zonas do concelho, ameaçado pela proliferação de espécies invasoras, como as mimosas.
Ambas as iniciativas influenciam, nas crianças envolvidas, a valorização do nosso património histórico, cultural e natural. Naturalmente, por outro lado, tornam o andar na escola mais dinâmico e apelativo.
A escola, pois, não deve resumir-se à teoria, de se estar na sala a ouvir matéria que deve ser decorada e despejada no papel aquando os testes. A escola, no verdadeiro sentido da educação, deve ser tanto, ou mais, ver in loco, ir para o terreno, experimentar, assumir pequenas grandes responsabilidades.
Todos os alunos que passam por oportunidades como estas terão, com certeza, outra visão dos temas abordados em sala de aula, além do enriquecimento intelectual, cultural, humano e pessoal.
O trabalho em rede - ambas as iniciativas mencionadas contam com o envolvimento da Associação Geoparque Arouca e da Câmara Municipal de Arouca - permite, além disso, que se explorem dinâmicas e formas de organização diferenciadoras, permitindo conhecimentos mais aprofundados sobre as questões que fazem parte do nosso território.
É fundamental que as escolas permitam aos alunos desenvolverem as suas capacidades, permitindo-lhes descobrirem as suas aptidões e proporcionando um conhecimento mais rico e saberes mais sólidos.
Esta é a forma ideal para termos melhores cidadãos, no futuro, que não se alheiem às questões comuns da sociedade onde estão inseridos e/ou do território que, mais ou menos, lhes pertence também.
 
Arouca

Sexta, 05 de Junho de 2020

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"O movimento associativo juvenil tem reagido com resiliência e energia, procurando reinventar-se"

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