PAULO MILER
 
Por um PSD forte e capaz!
 
OPINIÃO | Partido com quadros de qualidade para governar o nosso país
 
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Nunca o país precisou tanto de uma oposição firme, coesa e reformista como agora - prevalece este facto, que reputamos como consumado, em jeito de vaticínio perante aquilo que os mercados conjeturam metaforicamente como um "juízo final", outrora o "diabo" (precocemente) anunciado e vilmente menorizado pelos pares da governação socialista e seus acólitos, vulgo "geringonça".
O PS saiu vencedor das eleições legislativas em Outubro passado, aventurando-se agora sozinho com a ladainha das contas certas, porém, adornadas com a maquilhagem das cativações, a reboque igualmente de uma farsante e parca devolução de rendimentos, distribuindo com uma mão e retirando com a outra (por via de impostos indiretos) em bens e/ou produtos essenciais no quotidiano dos portugueses. E, pese embora os principais índices económico-financeiros no limiar da positiva na checklist de Bruxelas, o país real pincela outra aguarela. Enquanto os nossos governantes e apaniguados (sim, chamam-se à receção os "incólumes" integrantes da geringonça - BE e PCP) se pavoneiam nos corredores de Bruxelas, de braço dado com o "Cristiano Ronaldo das Finanças", sorrindo e acenando, o país real, cativado na esperança, prontifica-se a quebrar o protocolo do triunfo e a deixar-se descortinar: o caos instalado no SNS como nunca antes visto, imperando uma dívida galopante, a desorganização nos hospitais e a falta de resposta atempada, em detrimento da falta de meios e investimento; o sufoco fiscal a pessoas e empresas, que redundam na maior carga fiscal da nossa história e em níveis de poupança paupérrimos; os míseros salários e reformas a condicionarem parco poder de compra; escolas e universidades carecidas de meios e em modo de subsistência, a que acrescem a falta gritante de uma estratégia no setor da educação; o degradante estado dos transportes fruto do desinvestimento e endividamento, que
afetam a mobilidade; os compadrios e até algum nepotismo na governação; a visível degradação dos serviços públicos. Subitamente, reveste-se de negro a aura dos "bons alunos". Um rol extensivo, mas não exaustivo, de prerrogativas incumbiriam ao PSD a assunção das vestes de principal partido da oposição. Esperava-se a robustez digna do maior partido da oposição, que conseguisse pôr a nu os muitos e ocultados desvarios do PS - e seus comparsas - e se apresentasse como a verdadeira alternativa ao status reinante. Por tudo o que se disse, reafirma-se: nunca o país precisou (e precisa!) tanto de uma oposição firme, coesa e reformista como agora e como nestes últimos dois anos. No entanto, nestes últimos dois anos, o PSD, sob a liderança de Rui Rio, subjugou-se, subalternizou-se a António Costa, a quem "piscavam o olho" para acordos de regime, em nome do superior interesse nacional, no último lugar da fila dos iludidos e ludibriados (onde PCP e BE disputam a proa) que desesperam pela atenção do nosso Primeiro-Ministro.
Em suma, face às evidências sobejamente comprovadas pela "geringonça", o PS não está minimamente interessado em discutir ou aplicar reformas estruturais que acautelem o futuro dos portugueses a médio / longo prazo. Não está minimamente interessado em concertar posições com o PSD nesse sentido e, para mal dos nossos pecados, recorre à sua extrema esquerda para a manutenção deste estado de coisas, vulgo acordos parlamentares.
Para além da subalternização ao PS, o PSD dos últimos dois anos busca ansiadamente por uma putativa "pureza ideológica", um "recentramento" que, por via do seu atual presidente, afastou aqueles que não se reveem na estratégia prosseguida. Ora, tanto mais inócua quanto prejudicial, passe o paradoxo, se assume esta deriva, na medida em que o PSD sempre foi um partido agregador, albergando conservadores, liberais, sociais-democratas e democratas cristãos; um partido cujo espetro ideológico passa do centro-esquerda ao centro-direita; um partido que não convida a sair, mas pede para ficar; um partido que ao longo da sua história, pela grandeza que granjeou, sempre, mas sempre, se assumiu como alternativa ao PS, como partido de poder, com pergaminhos para bem conduzir o Estado e com quadros de qualidade para governar o nosso país.
Perguntar-se-á então: será ou não necessária uma mudança na orientação do PSD? Será ou não urgente uma oposição que pugne por algum alívio fiscal de pessoas e empresas, pela complementaridade entre setor público, privado e social na Saúde em prol da eficiência dos serviços e centrada no bem-estar do cidadão, pela transição digital, pelo restauro da capacidade de resposta dos serviços públicos, pela sustentabilidade energética e ambiental, por uma visão estratégica para a educação, por mais crescimento económico e melhores salários?
Cícero teimava em seguir a concordia ordinum ao longo da sua carreira política: a política do compromisso, das cedências mútuas, do consenso, crendo na bondade dos homens. O desafio atual do PSD não é o de adotar a concordia ordinum, a política de compromisso e consenso, com quem não a deseja - PS, BE, PCP, Livre, PAN e, quiçá, etc -, mas sim com os seus e alargada a todos os setores da sociedade, assumindo-se definitivamente como partido agregador, forte e capaz, munido da força que vem de dentro de cada um dos seus militantes. Pessoalmente creio que a pessoa certa para liderar esse novo PSD será Luís Montenegro.
 
Arouca

Segunda, 06 de Julho de 2020

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