PEDRO QUARESMA
 
Tribunal de Contas e o mundo rural
 
OPINIÃO | Não serão os fluxos turísticos que anularão esta tendência
 
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Recentemente o Tribunal de Contas produziu uma série de relatórios nada abonatórios para a protecção de defesa da floresta contra incêndios. Nesta auditoria, o Tribunal de Contas, relativamente ao período 2015-2017, releva a insuficiente consideração dos factores socioeconómicos que pressionam o mundo rural e que contribuem para o agravamento do risco de incêndio. Pois o Tribunal de Contas põe o dedo na ferida, nomeadamente a falência da estrutura socioeconómica do mundo rural, com graves consequências e impactos na defesa da floresta contra incêndios. Por um lado, assistimos a uma perda de competitividade e atractividade, mas também a um desgaste na qualidade de vida de que permanece. Não serão os fluxos turísticos que anularão esta tendência,se nada se fizer no planeamento e gestão do território, se não recuperarmos a base da economia rural, também, mas não só, ajudada pelo turismo.
Restam todas as outras actividades tradicionais do mundo rural, que têm regredido e a que não se tem dado a devida importância em termos da defesa da floresta contra incêndios.
Nesse relatório, também se fala da falta de estratégia nacional eficaz para a minimização dos riscos da actividades humanas, quer devido às queimadas, como ao uso de maquinaria, pirotecnia, cargas de combustíveis elevadas junto de infraestruturas, bem como ao incendiarismo. Apesar das alterações introduzidas nestes últimos anos, continuamos a desincentivar as actividades rurais que gerem território e que diminuem a carga combustível, carregando-se, muitas vezes, com directivas legislativas inúteis e burocracias que em nada estimulam a base socioeconómica rural. Como se entende que se continue a aplicar medidas para gestão de combustíveis junto a edificações sem se avaliar o tipo de construção e o tipo de floresta, deitando por base qualquer rentabilidade. Como não se entende, quem queira usar a pecuária para gestão de combustíveis, a burocracia excessiva e os custos directos e indirectos. Ou seja, não faltam razões para desistir do mundo rural e muito poucas para incentivar ou estimular a sua gestão. Mas enquanto todas as estratégias de dinamização do mundo rural forem emanadas de Lisboa, por pessoas ou entidades, que têm pouca ou nenhuma ligação ao território, continuaremos a assistir à morte lenta do mundo rural e da sua sustentabilidade.
 
Arouca

Quarta, 29 de Janeiro de 2020

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