MAFALDA FERNANDES
 
A terra e as gentes
 
OPINIÃO | Em três quilómetros quadrados há três dezenas habilitados com qualificações de nível superior
 
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A antiga vila de Cabeçais, ou antigo burgo de Cabeçais, não deixa de ser uma terra com muita história, desde o foral velho de D. Afonso III, no século XIII, e sua renovação no tempo de D. Manuel I, duzentos anos depois, e que ocorreu há pouco mais de quinhentos anos.
Como o topónimo indica, segundo investigação do Dr. António de Almeida Fernandes e do Dr. Filomeno Silva, a estrutura económico-social desta bela terra aponta para épocas até anteriores ao século XII.
Burgo que foi sempre florescente, animado pelos seus comércios e negócios, primordialmente em gados e cavalos, notabilizou-se em gentes e ofícios. E mereceu ao grande escritor Camilo Castelo Branco as honras logísticas de um romance que é "Vulcões de lama".
Se, no presente algumas realizações humanas falharam, como, por exemplo, a localização da Escola Secundária que, por direito, deveria ter sido implantada na fronteira de Escariz e Cabeçais e não no alto de Escariz, como foi o caso, não falha o prestígio das suas gentes, em realizações de outro carácter e em valor humano.
Atualmente, e vem-se salientar isso mesmo, para os devidos efeitos, a notável localidade apresenta um alto índice numérico de jovens e um pouco menos jovens, com formação académica nas diferentes faculdades na universidade portuguesa.
Se a contagem não nos embaraça, acontece que, num espaço territorial que não atingirá os três quilómetros quadrados e que é a geografia de Cabeçais, há cerca de três dezenas de jovens e alguns um pouco menos jovens, já cinquentões, habilitados com qualificações de nível superior. E, lado a lado com estes numerosos académicos que possuem formaturas em áreas diversas que vão da Medicina, às Engenharias, ao Professorado até ao nível universitário, à Farmácia, à Gestão e Contabilidade, à Advocacia, Música e Jornalismo, etc, etc, um todo social de valorosos jovens de grande mérito sem formação superior.
E são estes promissores moradores, alguns casados e com filhos, que formam uma grande parte da malha humana do Cabeçais de hoje. Que perseguem valores novos, que não deixam de ser valor, que apresentam códigos "sui generis" de encarar o fenómeno cultural e a quem deve caber, no nosso humilde entendimento, a gestão das lides da cultura em terras do antigo burgo de Cabeçais, que possui as relíquias da "Domus Municipalis" e do pelourinho que, são os símbolos da autoridade do extinto concelho de Fermedo.
Todos estes jovens, qualificados ou tanto não, possuem a sua ótica sobre o mundo, o seu significado, o seu simbolismo, os seus valores. Não é de estranhar, portanto, que devam ser eles, em conjunto, os "guardiães da galáxia".
Naturalmente, sem pôr uma pedra no passado cultural, mas virados para um futuro melhor. Com toda uma intenção de criar um mundo mais agradável e seguro, para si e para os seus filhinhos e, ainda, para levar um novo ânimo aos moradores mais velhos.
 
Arouca

Segunda, 23 de Setembro de 2019

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