JOSÉ CARLOS SILVA
 
30 anos
 
OPINIÃO | Arouca sempre foi uma terra com forte tradição jornalística
 
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13 de Julho de 1989. É editado pela primeira vez o RODA VIVA jornal. Óscar Silva fundou o novo periódico de Arouca e José Costa Gomes assumia o cargo de director da publicação.
Arouca de 1989 era muito diferente da Arouca de 2019.
Politicamente, o município era liderado pelo PSD que confortavelmente liderava a autarquia desde 1976. O presidente era Joaquim Brandão de Almeida que em Dezembro desse ano passaria o "testemunho" a Zeferino Brandão.
Não havia internet, os telemóveis eram ainda uma miragem e só existiam os dois canais televisivos da estação pública.
A entrada de Portugal na CEE (actual União Europeia) estava a dar os primeiros passos e os fluxos financeiros de Bruxelas iriam começar a jorrar no país poucos anos depois.
Arouca sofria na pele os efeitos terríveis da interioridade, infelizmente, como ainda acontece nos dias de hoje, fruto das suas crónicas carências rodoviárias. Mas a qualidade de vida dos arouquenses melhorou
substancialmente nas últimas três décadas. Melhoraram os serviços públicos, educativos, culturais e desportivos concelhios. As desigualdades sociais foram-se esbatendo e o elevador social é uma
realidade.
A paisagem mediática estava densamente preenchida no final dos anos 80. Existiam dois jornais de âmbito concelhio (Defesa de Arouca e Jornal de Arouca), e um de freguesia (Jornal Jovem de Alvarenga), a que se juntaria mais tarde o Cruz de Malta (Rossas), e ainda a Rádio Regional de Arouca a dar os primeiros passos.
Arouca sempre foi uma terra com forte tradição jornalística. Foram vários os títulos que nasceram e morreram ao longo da história do município.
RODA VIVA foi, para a época, uma pedrada no charco, numa imprensa e sociedade fortemente conservadora e tradicional. Com impressão em offset, uma novidade na época, uma linha editorial mais liberal e irreverente, cedo cativou a atenção e o respeito dos arouquenses, apesar dos agoiros de alguns Velhos do Restelo cá do burgo, que se limitaram ao longo da vida a tudo criticar e nada construir... Foi um projecto inovador e ousado!
O fundador faleceu quatro anos depois do jornal ver a luz do dia e o primeiro director seria substituído por Américo Vilar, que viria a ter um papel importante na consolidação do RODA VIVA.
Várias dezenas de colaboradores de diferentes freguesias do concelho de Arouca foram passando pelas páginas do jornal.
Actualmente o jornal vive momentos de grande fulgor e de reconhecimento público pelo seu papel de baluarte na afirmação do concelho de Arouca e dos arouquenses, mas nunca abdicando dos seus princípios fundadores - independência, pluralidade e credibilidade.
Trinta anos depois da publicação do número um do jornal, temos connosco uma equipa constituída por jovens e menos jovens que nos permitem olhar com optimismo o futuro, apesar de algumas nuvens negras que vão cobrindo o sector da comunicação social nacional e regional.
Continuamos a reforçar a aposta na edição impressa, com uma renovação da imagem a partir deste número e com os olhos postos nas novas tecnologias: a edição online rodaviva.pt já conta com mais de sete mil seguidores nas redes sociais (facebook, instagram e twitter).
Gostaria de fazer um agradecimento sentido a todos os colaboradores do jornal que ajudaram a construí-lo ao longo desta caminhada, bem como aos nossos assinantes e parceiros comerciais por sempre acreditarem no nosso projecto jornalístico.

MORREU ELÍSIO AZEVEDO
Faleceu às primeiras horas do último domingo, dia 14, Elisio Azevedo, 88 anos, natural da freguesia de Rossas. Figura sobejamente conhecida no concelho de Arouca, exerceu diversas funções de carácter político e autárquico. Filho de António Almeida Brandão, personalidade incontornável do município do século XX, Elísio Azevedo foi vereador municipal pelo PSD nos mandatos de 1976-79 e 1989-93. Liderou a comissão política do Partido Social Democrata de Arouca durante alguns anos. Profissionalmente esteve ligado à Cooperativa Agrícola de Arouca desde 1975 até se aposentar, tendo sido durante vários anos o responsável máximo pela organização da Feira das Colheitas, na altura promovida pela Cooperativa.
Elísio Azevedo foi ainda um brilhante cronista da imprensa local, com textos publicados na Defesa de Arouca e, mais tarde, no RODA VIVA jornal. Homem de inteligência superior e de forte sentido cívico, o desaparecimento de Elísio Azevedo deixa Arouca mais pobre.
Como amigo e admirador de Elísio Azevedo, curvo-me perante a sua memória. Sentidas condolências a toda a família.

 
Arouca

Segunda, 23 de Setembro de 2019

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"Há hoje, de forma directa, uma melhor resposta à doença"

António Alves, director executivo do ACES Feira/Arouca, em entrevista ao RV

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