ARMANDO ZOLA
 
Europeias, Legislativas, Presidenciais
 
OPINIÃO | Fundado nas sondagens, o PS vai já piscando o olho a uma maioria absoluta em Outubro
 
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Há pouco mais de quinze dias, foram as eleições europeias. Seguem-se, com as das Regiões Autónomas de permeio, as legislativas, a 6 de Outubro próximo, e, pouco mais de um ano depois - Janeiro de 2021 - as presidenciais. As legislativas dominaram a campanha das europeias e, agora, àquelas, em evidente período de pré-campanha, já não é alheio o burburinho das presidenciais.
Das europeias, para as quais, por longo período, os estudos de opinião anunciavam um empate técnico entre P.S. e P.S.D., saiu claramente vencedor o P.S. Num ápice, Rui Rio e Assunção Cristas e suas débeis equipas fizeram mais pela vitória eleitoral do P.S., que António Costa, Centeno e C.ª haviam feito ao longo de cerca de quatro anos, apesar dos inegáveis sucessos que foram alcançando em importantes áreas da governação. O alinhamento sintonizado, em 02/05/2019, dos deputados do P.S.D. e C.D.S., com os do P.C.P. e Bloco de Esquerda, e também P.A.N. e Verdes, para a recuperação integral do tempo de serviço dos professores, de 9 anos, 4 meses e 2 dias, nem menos um dia, foi, para aqueles dois primeiros partidos, o cavar da sua própria sepultura eleitoral.
Em vésperas de eleições, contribuírem esses dois partidos, com as suas forças, para aprovar uma medida que não retirava um dia sequer, em mais de nove anos reclamados, a um sector da classe média, enquanto se pedia o voto a milhões de eleitores com rendimentos próximos, grande parte deles abaixo ou muito abaixo, do salário mínimo nacional, era, por mais justa que fosse a medida, um suicídio eleitoral, como que coisa de amadores liderados por iniciados. Percebendo que Rio e Cristas se haviam metido em caminho estreito, emparedado e sem saída, e acossado por Centeno, que recusava conviver com uma medida que, nas suas contas, implicava uma despesa de 800 milhões, António Costa, arguto e felino, saltou-lhes para o dorso que, vigoroso, abocanhou e não mais largou até ao dia das eleições. E assim, dos embaraços, com repercussões na opinião pública, de que parecia que o P.S. não conseguia sair, não mais se falou, o dito empate técnico esfumou-se em todas as previsões, o P.S. venceu folgado com mais de 11% sobre o P.S.D. e, agora, já as sondagens apontam para uma sua vitória ainda mais expressiva nas legislativas.
Fundado nos resultados dessas sondagens, o P.S. vai já piscando o olho a uma maioria absoluta em Outubro. Por sua vez, o Presidente da República, que há muito percebeu que a direita em separado ou coligada ficará em minoria e que, há muito se percebe também, não morre de amores pela actual solução governativa, fazendo jus ao seu passado de comentador político, já vai vaticinando o futuro negro da mesma direita, com o eclodir de uma grave crise no seu seio para um dos próximos anos. Um bom contributo para o reforço eleitoral do P.S. que, assim, vencedor à esquerda, exigirá, entende o Presidente, que, em 2021, no cadeirão de Belém, se sente quem possa garantir o equilíbrio dos poderes do Estado, pressupostos estes que, comenta Marcelo, influenciarão a sua decisão sobre uma eventual candidatura a novo mandato. Algumas das mais destacadas figuras do P.S., por seu lado, já vão dando a saber que a apoiarão, se ela surgir.
Ajuda de um lado, ajuda do outro, quem ajuda amigo é, "e assim é que está certo", como diria Brecht, pois que, lembraria Soares, certo não é pôr "todos os ovos no mesmo cesto". E assim, embalados (palavra de muitos sentidos) lá vamos nós, já em campanha, para as legislativas e presidenciais!

(texto publicado na edição impressa do RODA VIVA jornal de 2019.06.13)

 
Arouca

Segunda, 15 de Julho de 2019

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