PEDRO VIEIRA
 
Europeias, professores e habilidosos
 
OPINIÃO | Era necessário encontrar algo que invertesse essa situação...
 
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Com as eleições europeias no horizonte, têm sido vários os episódios mediáticos na nossa política portuguesa. A maior parte deles em torno de questões relacionadas com a política nacional, que servem de arma de arremesso para as eleições europeias. A ideia era discutir as grandes questões europeias: a ameaça do projeto europeu e contributo do Brexit para isso, para onde caminha a Europa e que modelo se pode esperar no futuro, e reafirmar a importância do voto nestas eleições. Embora se tenham discutido questões de interesse sobre a Europa, o mediatismo foi mesmo centrado nas questões nacionais. É a nacionalização das eleições europeias, como foi dito, por diversas vezes, durante os debates entre os cabeças de lista candidatos ao Parlamento Europeu. O PS estava claramente em dificuldades. O seu candidato era permanentemente acusado de ser o rosto do maior desperdício dos fundos comunitários em Portugal e as sondagens não eram animadoras, com uma tendência claramente decrescente. Enfim, não estava a correr nada bem.
Mas a habilidade política desonesta, de alguém que já foi capaz de virar a seu favor situações altamente
adversas, colou aos partidos da oposição o rótulo de irresponsabilidade e despesismo, com a situação dos professores, e ganhou um novo fôlego para a campanha eleitoral. Perante a tendência de declínio nas sondagens, era necessário encontrar algo que invertesse essa situação. Costa percebe claramente que a causa dos professores não é popular e em nome da consolidação orçamental pode retirar os dividendos políticos de que necessitava. Foi isso que fez e o palco ideal para este golpe foi o parlamento português.
Mas a questão do descongelamento do tempo de serviço dos professores, que os partidos da oposição discutiram na comissão, passava pelo reconhecimento do tempo integral do congelamento (9 anos, 4 meses e 2 dias), coisa que o PS havia prometido inicialmente aos professores e mais tarde mudou de ideias para passar a propor o descongelamento parcial. Mas CDS e PSD, na comissão, impuseram condições para isso acontecer, nomeadamente a conjugação de todas as condições impostas: crescimento económico sustentado, nova estrutura de carreira dos professores e novo modelo de avaliação docente. Habilmente, Costa passa uma mensagem deturpada da situação e cria um facto político que jogou a seu favor. Mas os portugueses percebem estas jogadas e bem sabem quem foram os causadores da falência do país e da vinda da troika para Portugal, que tanto nos custou, e não se deixam enganar por habilidades destas.
E por falar em habilidades, todos assistimos ao episódio protagonizado pelo empresário Joe Berardo na comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos, onde foi dar explicações sobre os créditos que recebeu e que acabariam por se revelar um dos negócios mais ruinosos para o banco público. Lamentável a postura, de alguém que afirma que não tem bens em seu nome, nem dívidas pessoais e que só as suas empresas é que são devedoras. Vergonhoso. Não se compreende como foi possível que Banco público tenha emprestado tantos milhões a este Senhor, e os portugueses, estejam a suportar, através dos seus impostos, a recapitalização do banco, causada, em grande medida, pelos créditos não recuperados, como o de Berardo.

(texto publicado na edição impressa do RODA VIVA jornal de 2019.05.16)
 
Arouca

Terça, 20 de Agosto de 2019

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