TEIXEIRA COELHO
 
A propósito da Ponte
 
OPINIÃO | Não faça esquecer o arranjo das percorridas diariamente por cidadãos por necessidade quotidiana ou ocasional de sobrevivência
 
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A mobilidade, as deslocações frequentes entre territórios, países, continentes são marcas do nosso tempo. E nunca se reclamou tanto a facilidade nas comunicações a par da redução das distâncias. Por outro lado, cada vez mais se concentram nos centros urbanos os serviços e os recursos necessários à vida e ao bem-estar das populações.
Neste contexto, as pontes podem ser equipamentos infra-estruturais indispensáveis ao acesso mais rápido e seguro aos centros urbanos, factores de poupança de tempo e de energias para os cidadãos e condição de desenvolvimento das actividades económicas de uma região.
Todos conhecemos pontes que são equipamentos que, respondendo a uma necessidade sentida, servem os cidadãos, facilitando a sua mobilidade, aproximando aldeias e encurtando distâncias.
Há, a par destas, pontes e outras obras de arte que, quais adereços, testemunham criatividade em quem as idealiza no contexto de um programa de serviço público, que ganham
corpo na ousadia de quem as concebe e desenha, que provam a capacidade de quem as constrói e que desafiam o espírito de aventura de quem as per- corra. Chegava-nos há tempos esta notícia: "De- pois de inaugurar a ponte de vidro mais comprida do mundo, a China mais uma vez surpreendeu com uma estrada construída no lei- to de um rio... algo que muitos arquitectos e engenheiros consideram uma loucura absoluta."
Está a ser construída na Garganta do Paiva, a jusante da ponte do Poço do Bispo, 'uma ponte pedonal suspensa, com recurso a tecnologia avançada'. Para além de ser, nas palavras da Presidente da Câmara, "a maior ponte pedonal suspensa do mundo, constituirá um importante caso de estudo a nível da engenharia, consolidará... a notoriedade da marca territorial 'Arouca', permitirá alavancar... a actividade turística e firmar o Arouca Geopark como um destino incontornável, reforçando os Passadiços como um ponto de partida fundamental para a visita ao Arouca Geopark e beneficiando todas as restantes infra-estruturas e atracções turísticas, como é o caso da Casa das Pedras Parideiras, na serra da Freita, entre outras" (in RODA VIVA).
Os adeptos do discurso copulativo - e... e - e não apenas disjuntivo - ou... ou - mantêm a esperança de que a construção da ‘ponte construída com tecnologia avançada' não faça esquecer o arranjo das ‘pontes' percorridas diariamente por aqueles cidadãos que as atravessam não por lazer ou por espírito de aventura, mas por necessidade quotidiana ou ocasional de sobrevivência. Deseja-se que esta ponte não absorva recursos financeiros necessários para tratar as mazelas ao léu das estradas que dão acesso à Freita, essas ‘pontes' que ligam aos centros urbanos aldeias afastadas e dispersas, que servem as deslocações diárias das populações residentes para os locais de trabalho, que representam a via de acesso dessas populações aos hospitais, aos centros comerciais, às farmácias... ao mundo.
 
Arouca

Segunda, 17 de Junho de 2019

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"É fundamental organizar o espaço, pensar o palco da vida individual e comunitária"

Sérgio Costa, jovem arquitecto arouquense galardoado com prémio da Universidade do Porto, em entrevista ao RV

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