PEDRO QUARESMA
 
A queda da árvore e a ascensão dos matos
 
OPINIÃO | Nomearam a floresta como inimigo público número um...
 
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Numa época em que se atiram as culpas dos insucessos ou das derrotas para terceiros, assistimos pelo segundo ano à perseguição dos proprietários florestais, das árvores e praticamente de tudo o que tenha folhas. Desde logo, a "limpeza da floresta" que nos dizem que está suja e precisa de ser limpa, tipo jardim ou situação similar. Desde que nomearam as árvores e a floresta como inimigo público número um, que se têm cometido aberrações e se têm tomado atitudes contrárias ao estímulo que necessitamos para aumentarmos a sua gestão e consequentemente a sua sustentabilidade. Mas quem tem exigido essa "limpeza" tem dado o respectivo exemplo? Quantas propriedades do Estado, dos Municípios ou das Juntas de Freguesia estão "limpas" consoante designa a legislação. Por outro lado, um proprietário se quiser fazer uma rearborização ou vulgar plantação, tem o impedimento legal, a partir de 31 de Março, de o fazer por estarmos na fase na época de nidificação das aves. No entanto, para cortarmos árvores, que na maior parte das vezes servem de local de nidificação, não existe qualquer limitação ou qualquer critério, bastando apenas estar em pé e ter folhas. Desde quando, no meio da produção legislativa florestal completamente irracional, acantonamos a floresta e privilegiamos o cimento e o betão, mas o problema continua e é um problema de gestão. Não é por colocarmos a floresta mais longe das edificações que iremos resolver o problema, mas o tempo o dirá e tornará bem viva a ferida que continua bem aberta e que ainda não começou a cicatrizar.
Sendo a maior revolução que a floresta já conheceu desde D. Dinis, conforme alegou o Sr. Ministro da Agricultura, não se entende a definição das árvores e da floresta como inimigo público número um. A não que queiramos revolucionar a floresta sem árvores. Na realidade será muito mais simples. Já a mesma ideia tinha o Presidente dos EUA, que considerava a árvore como o principal problema dos fogos florestais, e por isso o mais adequado era ir directamente à causa. Mas chega de brincadeiras, porque o assunto é muito sério e estamos a mascarar a realidade e a não resolvermos os reais problemas da floresta. Já repararam que todas a medidas, ditas estruturais, executadas ao longo dos anos na floresta, falharam em todos os sentidos e estamos neste momento a insistir com o mesmo tipo de medidas. Continuamos focados excessivamente no combate e na protecção civil, nos altos das serras por causa da rede primária, nas estradas e caminhos, em redor das edificações, sendo que tudo o resto é paisagem e terra queimada. Que incentivos tem um proprietário para gerir a sua floresta, sendo que indirectamente pode estar a prevenir um problema de protecção civil.
Porque a informação não se esgota neste artigo, os leitores que desejem aprofundar alguns aspectos podem endereçar as questões através do correio electrónico: pquaresma.arouca@gmail.com.
 
Arouca

Segunda, 27 de Maio de 2019

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