TEIXEIRA COELHO
 
'Súbditos'... mas não mentecaptos
 
OPINIÃO | Agora percebemos porque ficou na gaveta...
 
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A CONSTRUÇÃO DO TROÇO DA "VARIANTE"
Os episódios que vêm marcando a construção da "variante" são reveladores do tipo de governação que vamos tendo. Há meses, aconteceu a hilariante cerimónia do lançamento a concurso de um troço que ficaria a constituir lanço da dita "variante". Troço que, no projecto apresentado, não respeita as características de via estruturante da projectada ligação de Arouca ao litoral, dado que lhe são introduzidas quatro rotundas num percurso de apenas 7 kms com as consequências daí decorrentes para os utentes quer em termos de tempo gasto, quer de consumo de combustível, quer de desgaste do material circulante.
Recordemos. Vieram de Lisboa "pesos pesados" do Governo, juntaram-se anteriores Presidentes da Câmara de Arouca à actual Presidente e a uma plêiade de empresários, naturalmente os primeiros interessados na obra. Foi neste cenário dado o tiro de partida para o lançamento da obra.
Tiro de pólvora seca. Razões mantidas no segredo dos deuses impuseram o prolongamento dos prazos do concurso. Mas... mais vale tarde que nunca... lá foi lançado o concurso.
Já resignados, ainda crédulos em que desta vez, a coisa ia mesmo, eis que chega a notícia: a obra não avança porque não há quem a queira construir pelo orçamento proposto pelo dono da obra. Quem propôs a margem orçamental para lançar a obra a concurso não o fez com o devido realismo, sopesando factores relacionados com os custos. Claro: não apareceram propostas dentro dos valores naturalmente exigidos por quem não trabalha para aquecer e muito menos para ir à falência. Todas as propostas apresentadas superavam os valores do orçamento estabelecido. A obra fica mais uma vez em lista de espera...
Jorge Sampaio lembrou que "há mais vida para além do défice". Quem nos governa "caminha para o défice zero, à boleia da carga fiscal e do investimento". Do lado da despesa, rezam as crónicas, "o investimento público, embora registando um crescimento face a 2017 de 11,3%, este indicador acabou por ficar, mais uma vez, bem abaixo da subida ambiciosa que era projectada no Orçamento do Estado, uma variação de 40,4%. Feitas as contas, o investimento ficou 559 milhões de euros abaixo do orçamentado" (in Público, 27.03.19).
Agora percebemos porque ficou na gaveta a construção do troço da "variante".
Esperamos os próximos capítulos. Mas este modo de governar, de nos tratar como se fôssemos ‘súbditos' e mentecaptos, haverá quem o tolere?
Quem não se sente não é filho de boa gente.
 
Arouca

Quarta, 23 de Outubro de 2019

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"Espero que os pais dos atletas sejam exemplos de 'fair-play' dentro e fora do campo"

Pedro Cirne, presidente da UD Fermedo, em entrevista ao RV

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