PEDRO QUARESMA
 
Cortes de árvores e atrocidades similares
 
OPINIÃO | Olha-se para as árvores nos passeios como meras pontuações de cor
 
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Em pleno mês de Janeiro começam as hostilidades contra as árvores presentes nos espaços verdes através das decapitações, uma vez que o que se faz não se pode apelidar de poda. Em alguns locais já se iniciaram, com medo de que as folhas caídas pelos passeios e estradas prejudiquem o livre acesso dos transeuntes. Continuamos a assistir a cortes anuais de árvores sem qualquer base técnica ou qualquer critério, em que apenas se olha à diminuição do porte, mas nas quais pouco ou nada se faz de poda de formação. Em pleno ano 2019 ainda se continuam a executar projectos de renovação urbanística com caldeias minúsculas para a instalação de árvores e em que a largura dos passeios não permite uma adequada convivência entre os transeuntes e as árvores.
No planeamento dos espaços verdes não se tem em atenção as várias vicissitudes das árvores no espaço urbano, olha-se para as árvores nos passeios como meras pontuações de cor num fundo granítico. Em muitas situações, quer a exposição dos passeios quer a sua largura não aceitam a colocação de árvores. Em todo o caso, se anos mais tarde estamos a fazer o mesmo tratamento arboricida que fazemos em todas as outras mais vale não instalarmos árvores.
Outra situação peculiar no planeamento e na execução das obras que normalmente são contempladas com a instalação de árvores prende-se a impermeabilização do fundo das caldeiras por restos de cimentos e outros materiais impermeabilizantes, conduzindo mais tarde ou mais cedo a um atrofiamento do sistema radicular das árvores ou a uma acumulação excessiva de água junto das raízes. Este pormenor deveria ser devidamente verificado pelos técnicos responsáveis.
Existem vários casos de insucesso da instalação de árvores em espaço urbano devido a este problema, que são verificados alguns anos mais tarde da execução das obras.
Uma das razões do insucesso da instalação de árvores nos passeios e jardins prende-se com a escolha da espécie e do tipo. Quando se escolhem árvores mal adaptadas ao espaço, só pela razão de serem diferentes ou peculiares, estamos a entrar no caminho para o insucesso e para um caminho que nos leva anos mais tarde a cometermos aberrações nas árvores, ditas podas camarárias, que procuram
adaptar as árvores ao espaço onde foram plantadas através de cortes anuais sucessivos e que vão conduzir a uma morte progressiva das árvores. Situações de instalação de Gingko biloba (iguais às existentes na Alameda) em terrenos com excesso de água ou azevinhos em zonas sujeitas a encharcamento levam mais tarde ou mais cedo a insucessos decorrentes de uma deficiente escolha da espécie para aquelas características de terreno. Já que se falam tanto de autóctones, e muito bem, onde estão estas espécies nos jardins ou passeios?
 
Arouca

Sábado, 23 de Fevereiro de 2019

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