JOSÉ CARLOS SILVA
 
Escolhas políticas
 
OPINIÃO | Entre as opções reais e as opções virtuais, está o cidadão e as instituições arouquenses
 
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Como manda a tradição, a Assembleia Municipal reúne no final do ano para discutir e votar as Grandes Opções do Plano (GOP) e Orçamento para o ano seguinte. É a reunião mais importante do ano daquele órgão deliberativo, que vai aprovar ou chumbar os principais documento estratégicos para a vida do município. A Assembleia Municipal deste ano teve lugar no dia 27 de Dezembro.
Apesar dos partidos da oposição (PSD e CDS) estarem em maioria na Assembleia, os dois documentos foram aprovado com facilidade, tendo sido ratificados com 19 votos a favor e 17 abstenções. Não houve qualquer voto contra! Margarida Belém afirmou naquela sessão que os objectivos propostos "são os que melhor servem os anseios de Arouca e dos seus munícipes".
Na mesma direcção já tinha acontecido a votação na reunião do executivo camarário realizada em 14 de Novembro: os dois documentos foram aprovados pela maioria socialista (4 votos), com a abstenção dos
partidos da oposição - PSD e CDS (3 votos).
Apesar do voto abstencionista, os dois vereadores ‘laranja' teceram duram críticas aos dois documentos: «São, mais uma vez, a prova da falta de planeamento estratégico para o concelho, tratando-se de uma duplicação de anteriores, remetendo sempre os investimentos estruturantes das várias freguesias para os
anos 2020 e seguintes, sendo a nosso ver sintomático de uma visão eleitoralista e de apelo aos votos nos anos pré-eleitorais», deixaram escrito em acta.
As críticas não se ficaram por aqui, e Fernando Mendes e Vítor Carvalho sublinharam que «não há uma discriminação positiva das freguesias, em detrimento de um centralismo cultivado pelo executivo, nem uma transferência de verbas condizente com o trabalho preconizado, impossibilitando o desenvolvimento de projectos estruturantes o que resulta numa clara insatisfação e desmotivação da esmagadora
maioria dos presidentes de junta de freguesia».
Já o vereador centrista, Pedro Vieira, em substituição de Sandra Melo, justificou, «para votar contra este Orçamento significaria que na nossa apreciação da globalidade deste orçamento e GOP, levava
a concluir que os mesmos não satisfaziam as necessidades da população, ou que as opções tomadas, na sua generalidade, seria de tal modo desconforme com as ideias que temos para o concelho, que
nos impediria de tomar outra posição diferente do voto contra ». «É certo que este orçamento não é o orçamento do CDS, com toda a certeza que se estivéssemos no executivo o nosso orçamento seria diferente».
Na edição digital do RODA VIVA lançamos no final do ano passado uma votação online para os nossos leitores escolherem quais as principais áreas onde o executivo deveria mais apostar mais no orçamento
para 2019. As opções eram sete - Acessibilidades; Ambiente; Cultura; Desporto, Floresta; Solidariedade Social e Turismo.
Os resultados acabaram por surpreender. Não o primeiro lugar, ocupado pelas Acessibilidades (21%), mas pela reduzida votação da Solidariedade Social, que recolheu apenas 6% dos votos dos internautas.
Nos outros lugares cimeiros posicionaram-se ainda - Desporto (15%), Cultura e Floresta, ambas com 14%. Turismo e Ambiente ficaram nos lugares seguintes.
Apesar desta consulta ser meramente informal e sem qualquer valor estatístico, dá-nos, no entanto, algumas pistas interessantes para reflectirmos sobre os caminhos a seguir pelo município, a nível de investimentos, por exemplo.
E aqui, se a aposta nas acessibilidades é consensual, já áreas como o desporto, cultura e floresta devem merecer uma atenção mais cuidada por parte do município, que tem tido no turismo a sua bússola orientadora.
O desinvestimento na solidariedade social que a votação induz, talvez se explique pela forte aposta que esta área foi alvo por parte da autarquia durante os mandatos de Artur Neves, sobretudo através do Programa PARES, levando os "eleitores" a preferirem outras áreas prioritárias.
Entre as opções reais e as opções virtuais, está o cidadão e as instituições arouquenses, que deverão merecer por parte de quem governa a autarquia toda a sensibilidade e critério na gestão da coisa pública, para que Arouca possa desenvolver-se de forma sustentada e ter futuro no mundo globalizado e competitivo em que vivemos.
 
Arouca

Terça, 20 de Agosto de 2019

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