TEIXEIRA COELHO
 
Há outros horizontes
 
OPINIÃO | Uma boa parte dos meus textos dirige-se àqueles de nós que nos dizemos cristãos deste tempo e neste lugar
 
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Continuo neste texto uma série de reflexões que tenho vindo a divulgar graças à disponibilidade da direcção do RODA VIVA, que não me cansarei nunca de agradecer.
Reflectir é uma actividade mental que enriquece antes de mais quem a pratica. A possibilidade de partilhar a reflexão feita estimula quem a faz.
A pretensão não é ensinar seja o que for, seja a quem for. Reflectir é uma forma de aprender e, portanto, reconhecimento de uma limitação pessoal que estimula a necessidade de pensar melhor as coisas, justificar convicções, confirmar certezas, actualizar informação.
A pretensão também não é criticar seja quem for. O Papa Francisco é quase obsessivo ao assinalar o excesso de críticas como um dos males maiores da Igreja, porque cria desunião e não provém do espírito de comunhão, mas "de uma espécie de despeito interior, ressentimento, ou melindre, que se projecta sobre os outros, o que não é construtivo". Não é esse o meu intento. Quando noto que começo a encrespar-me com aquilo que vejo em redor penso que "sou o último na Igreja de Deus".
A maior parte dos textos que tenho enviado a RODA VIVA têm como divisa ‘Outros Horizontes'.
Há outros horizontes que as fronteiras do "sempre assim foi e assim há-de continuar" ocultam e impedem de ver.
Porque assim entendo, uma boa parte dos meus textos tem sido fruto do apelo que hoje é, como ontem foi e como sempre será, dirigido àqueles de nós que nos dizemos cristãos deste tempo e neste lugar. E, na verdade, os factos dão-nos boas razões para apontarmos para outros horizontes. Com efeito, não raro damos triste imagem daquilo que dizemos e queremos ser.
Quem participa nas celebrações que nos reúnem em cada domingo, mas não só, se não vive encapsulado num cristianismo de tradição, meramente sociológico, e participa de olhos abertos, ouvidos atentos, cabeça bem informada, desperta para as suas responsabilidades. Qual o meu contributo, por acção ou por omissão, para aquilo em que participo?
Não se trata aqui de julgar seja quem for. Não se trata de uma postura de sobranceria de quem se julga melhor ou mais informado que os outros, como se nos dividíssemos em uns bons/cultos, e outros maus/ignorantes. Não. Trata-se de cada um de nós viver o compromisso cristão a partir de uma convicção esclarecida, apoiada numa racionalidade que não desiste de entender, de compreender, que, sendo uma opção pessoal, é mais do que uma crença herdada.
‘Outros Horizontes' entende que há que ter em conta a evolução das mentalidades num tempo em que a ‘cadeia de reprodução do modelo cristão gripou', como entende Joseph Moingt, um teólogo francês com a sabedoria e a experiência dos seus 102 anos! Daí a temática que fui escolhendo para a reflexão que tenho vindo a propor sobre algumas situações que nos interrogam como cristãos que queiramos ser.
"Importar padres não será tapar o sol com a peneira?", "Homilias, para Quê? , "Uma Igreja que não arrisca, envelhece", "Protagonistas e não apenas apêndices", "Sínodo dos Jovens"... foram alguns dos temas das reflexões aqui propostas durante o ano que agora termina.
Destaque mereceu a palavra do bispo recém-chegado: "Floresça no Porto (na diocese do Porto, esclareça-se, nas paróquias, nas comunidades locais...) uma igreja aberta, franca, acolhedora, missionária, orante, solidária, encarnada no mundo... floresça uma igreja conduzida pelo
Espírito, sensível aos sinais dos tempos e ‘semper reformanda' (o que quer dizer: sempre aberta ao escrutínio da Palavra de Deus), como pede o Papa Francisco e exigem os nossos contemporâneos".
Palavras programáticas de D. Manuel Linda, na mensagem que dirigiu à Diocese após a sua nomeação como Bispo titular.
 
Arouca

Terça, 18 de Junho de 2019

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Sérgio Costa, jovem arquitecto arouquense galardoado com prémio da Universidade do Porto, em entrevista ao RV

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