ARMANDO ZOLA
 
Na crista da onda
 
OPINIÃO | Uma economia, seja nacional ou local, dominantemente assente no turismo é uma economia frágil, instável
 
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Em votação online em que intervieram profissionais da área do turismo e viagens e o público, os Passadiços do Paiva voltaram a ter o maior número de votos, no âmbito dos World Travel Awards, desta vez para o prémio de Melhor Atracção de Turismo de Aventura do Mundo, em 2018. É uma distinção que, pelo grande impacto mediático que tem, reforça a projecção dos Passadiços e que, indubitavelmente, nobilita Arouca e promove o
turismo e a actividade turística no Concelho. É também o reflexo da inegável eficiência, na promoção e divulgação das belezas e potencialidades turísticas do Município, da Câmara Municipal, certamente, mas igualmente dos serviços municipais que preparam e acompanham as candidaturas a estes prémios. Arouca, é justo salientá-lo, está cada vez mais no "mapa" e isso deve-se, em grande medida, às acções, concorde-se ou não com todas elas, de promoção do turismo que consistentemente se têm realizado.
Mas, se o incremento do turismo é importante para as terras, e particularmente para Arouca, e suas gentes e, por isso, na justa medida, não deve descurar-se, imprescindível é também que não seja descurada a promoção de outras actividades indutoras de mais forte sustentabilidade e de maior crescimento e elevação do nível de vida de quem nessas terras reside. Uma economia, mesmo local, essencialmente assente no turismo é, a não ser em situações muito excepcionais, uma economia frágil, porque o turismo depende, quase exclusivamente,
de terceiros, é uma actividade muito volátil, quase sempre, como é o caso de Arouca, com pronunciada
sazonalidade, e é um sector da economia nacional em que a maioria dos salários praticados é baixa e o trabalho, em grande medida, precário. Por isso, uma economia, seja nacional ou local, dominantemente assente no turismo, é, quase sempre também, uma economia instável, de menor crescimento e subsequente manutenção ou reduzida elevação do nível de vida da generalidade dos que dela vivem. Ora, se Arouca projecta e promove, com eficácia, a sua imagem, a sua marca, no exterior, e se, com isso, há cada vez mais pessoas a visitar o Concelho, a verdade é que os índices de poder de compra e nível de vida dos arouquenses se vão mantendo sem significativas melhorias. Impõe-se assim, sem descurar os demais, retomar, de modo consistente também, a aposta na criação de condições para o investimento em sectores de maior capacidade produtiva, geradores de maior valor acrescentado. Esse é o investimento e o sector mais apto a gerar maior crescimento, mais e melhor emprego, mais elevado poder de compra, melhor nível e condições de vida. E isso, ainda mais agora quando se perspectivam apoios fiscais, e de outra natureza, ao investimento no INTERIOR (económico e social) em que Arouca, pelo seu estádio de desenvolvimento, continua inserida, e quando de todos os lados se anuncia que, na área do turismo, Portugal "vive uma atmosfera de fim de ciclo" a que, para além do Brexit e de outros factores, não é alheia a retoma dos fluxos turísticos para destinos concorrenciais, como são os da Turquia, Egipto, Tunísia e Marrocos.
Por isso, insiste-se, sem descurar o turismo e os demais sectores da nossa economia local, incentive-se, designadamente com acções materiais concretas, o investimento nos sectores mais reprodutivos e aptos a contribuir para que Arouca prospere e, a breve prazo, deixe de ser enquadrada na categoria de INTERIOR
económico e social!

A BRINCAR E NÓS A VER!
Noticiou o DD, no seu último número, que o prazo para execução da Via Estruturante (com várias rotundas projectadas e outras descaracterizações em relação ao inicialmente previsto começo a duvidar que seja estruturante) - troço de Escariz à A-32 - passou de 540 para 990 dias (após a consignação, claro, que ainda ninguém sabe quando será). A ser verdade o noticiado, estão mesmo a brincar connosco. E nós, passivamente, a ver!

 
Arouca

Terça, 02 de Junho de 2020

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"O movimento associativo juvenil tem reagido com resiliência e energia, procurando reinventar-se"

Cátia Camisão, vice-presidente da FNAJ, em declarações ao RV

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