ARMANDO ZOLA
 
Ainda a via estruturante
 
OPINIÃO | Nesses 12 anos, de 1994 a 2006, foi preparada, iniciada e concluída a 1ª fase da obra
 
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Era outro o assunto que tencionava abordar neste número do Jornal, mas as considerações do Dr. Artur Miler, em texto publicado, em 2 de Novembro corrente, num outro órgão de informação local, sob o título "As estradas do nosso descontentamento", levam-me a insistir no tema da Via.
Concordo com as considerações do Dr. Miler quando refere a inadequação de traçados de vias de antes do 25 de Abril que se mantêm, a aspiração comum dos arouquenses a uma Via, com características adequadas, de ligação ao litoral e os custos, no dia a dia, de natureza diversa, suportados por todos os que têm de utilizar essas velhas vias, apertadas e cheias de curvas. Já as demais considerações do texto me parecem merecer reparos ou objecções. Por limitação de espaço, destacarei apenas duas:
- 1ª) - Refere o Dr. Miler que "...desde há anos, muitos anos, desde o primeiro mandato do PS na Câmara Municipal... em 1993...", clamou e reclamou "...pela conclusão da Variante...".
Nos inícios de Janeiro de 1994 tomou posse a primeira Câmara Municipal de Arouca maioritariamente eleita nas listas do PS. Nessa altura, nada, mesmo nada, da Variante havia para concluir. Ao invés, tudo, mesmo tudo, havia que fazer, para que a sua construção pudesse um dia iniciar-se. Isto, quase 20 anos volvidos sobre o 25 de Abril!
Tudo, desde o despertar da vontade política de a realizar dos decisores regionais e nacionais, até às complexas, onerosas e morosas tarefas de execução da fotografia aérea, por avião, de toda a área, entre Arouca e a Feira, por onde poderia passar a Via, de restituição cartográfica dessa fotografia, do respectivo levantamento topográfico, do estudo prévio da Via, tudo isso relativo à totalidade da extensão entre Arouca e a Feira, do lançamento do concurso para o projecto da 1ª fase, da realização do anteprojecto, do estudo de impacto ambiental, da elaboração do projecto, da alteração e encurtamento
do mesmo que, por virtude das dificuldades, de todos conhecidas, então levantadas, teve de ser efectuado, da aquisição dos terrenos, do lançamento do concurso para a obra, do desdobramento do mesmo, para superar novos obstáculos postos ao andamento do processo, etc. Depois de tudo isso, foi, então, possível, no ano de 2001, iniciar a construção dessa 1ª fase da obra e dá-la por finda cerca de 4 anos depois.
Nesses 12 anos, de 1994 a 2006, foi preparada, iniciada e concluída a 1ª fase da obra. Então, mas só então, com propriedade, se abria campo à exigência de conclusão de toda a obra, com a execução da sua 2ª fase, nessa altura já com os diversos estudos preliminares realizados. Mas, voltou a parar-se por muito tempo. Só agora, cerca de 13 anos volvidos, se lançou o concurso para um outro troço da Via. Tarde! Mas mais vale tarde que nunca.
- 2ª) - Refere também o Dr. Miler que, na vez da beneficiação do piso prevista para o troço Ponte da Cela/Abelheira, se deveria reclamar também, até haver o novo traçado correspondente, a rectificação de curvas, a eliminação de lombas, vários alargamentos para duas faixas ascendentes. Uma tal intervenção não poderia realizar-se com um simples caderno de encargos. Implicaria projecto e concurso para elaboração do mesmo, mapa de expropriações, expropriações, concurso para a obra, sua execução morosa e dispêndio de milhões. Uma tal intervenção, é bom de ver, inviabilizaria, talvez para sempre, a execução do novo traçado, já com projecto de execução elaborado. Acertado parece, por isso, exigir-se antes que, desde já, comece a preparar-se o concurso para esse troço da Via, de modo a que, não podendo ser mais cedo, as obras se iniciem logo que findas as da Abelheira à A-32.
 
Arouca

Terça, 18 de Dezembro de 2018

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