TEIXEIRA COELHO
 
Documento final do "Sínodo dos Jovens"
 
OPINIÃO | O ambiente digital é parte integrante da sua realidade quotidiana
 
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Não deve passar à história como letra morta o resultado do trabalho da equipa sinodal em que teve destaque a participação dos jovens. Nas discussões havidas nem sempre se verificou unanimidade. Mas todos os parágrafos do texto submetidos a votação foram aprovados com pelo menos dois terços dos votantes.
Proponho-me trazer aqui o conteúdo desse documento, destacando, à partida, o que regista relativamente ao desafio digital com o qual a Igreja está hoje confrontada. O ambiente digital é parte integrante da realidade quotidiana dos jovens. É mesmo o ‘lugar' em que passam muito do seu tempo.
A web apresenta luzes e sombras. Permite acesso à informação, activa a participação sociopolítica e a cidadania activa, mas promove a solidão, a violência, a pornografia, permite a manipulação e a exploração. Impõe-se à Igreja estar aí, no mundo digital, promovendo o seu potencial comunicativo,
anunciando a proposta cristã e ‘impregnando' com os valores do Evangelho as culturas e dinâmicas do mundo actual. O sínodo faz votos de que sejam criados ‘laboratórios' e organismos mediadores para a cultura e para a evangelização digital que, além de favorecer a troca e a disseminação de boas práticas,
possam gerir sistemas de certificação de sítios, para conter a disseminação de notícias falsas sobre a Igreja - as fake news - no contexto de uma cultura que ‘perdeu o sentido da verdade', e encoraje a promoção de ‘políticas e instrumentos para a proteção dos menores na web".
No decorrer dos trabalhos o sínodo debateu pontos polémicos que contaram com votos contra: os referidos aos homossexuais, à sinodalidade, aos abusos sexuais, ao papel da mulher. Há, acentuaram os padres sinodais, perguntas sobre o corpo, sobre a afectividade e sobre a sexualidade que requerem
uma elaboração antropológica, teológica e pastoral mais profunda, nomeadamente no que se refere à "diferença e harmonia entre a identidade masculina e feminina e as inclinações sexuais". O sínodo reafirma que " amando Deus cada pessoa... a Igreja renova seu compromisso contra toda a discriminação e violência com base na dimensão sexual de cada pessoa". Neste contexto, sublinha que "é redutor definir a identidade das pessoas a partir da sua orientação sexual".
O sínodo reafirma o imperativo de "um maior reconhecimento e valorização das mulheres na Igreja" e observa que "muitas mulheres já desempenham um papel insubstituível nas comunidades cristãs", embora "em muitos lugares não seja fácil reconhecer e respeitar o seu espaço quando se trata de
tomar decisões, mesmo que estas não requeiram responsabilidades ministeriais específicas.
O sínodo "recomenda que todos sejam mais conscientes da urgência de uma mudança inevitável, também a partir de uma reflexão antropológica e teológica, sobre a reciprocidade e complementaridade entre homens e mulheres".
Os abusos sexuais são "um drama muito frequente na sociedade que também afecta a Igreja, representando um sério obstáculo à sua missão". O sínodo reafirma o seu firme compromisso com a adopção de medidas" preventivas rigorosas que impeçam a sua repetição, a partir da selecção e capacitação daqueles que se encarregam das responsabilidades e tarefas educativas". Como uma
das causas destes crimes na Igreja o sínodo aponta o clericalismo "fruto de uma visão elitista,
monopolista e redutora da vocação, que interpreta e vive o ministério recebido como um poder em vez de um serviço livre e generoso, levando a crer que se pertence a um grupo que tem todas as respostas, não
necessitando de escutar e de aprender...".
O documento apela à prática e à aprendizagem da sinodalidade, "dimensão constitutiva da Igreja chamada a assumir e oferecer um rosto relacional fraterno que se centre no escutar, no acolher, no dialogar... num processo de crescimento na fé que transforma a vida de todos os que fazem parte dela".
O Sínodo pede que se torne efectiva e permanente a participação activa dos jovens nos lugares de corresponsabilidade nas paróquias e pede "a criação de um corpo representativo da juventude a nível internacional".
 
Arouca

Terça, 18 de Dezembro de 2018

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