ARMANDO ZOLA
 
Prometeu, mas cumpriu!
 
OPINIÃO | Arouca só pode sentir-se lisonjeada
 
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A regra é, tem sido, a de prometer e não cumprir. António Costa prometeu, mas cumpriu!
Há poucas semanas, veio aos Passadiços do Paiva e garantiu que, até ao final deste ano, a empreitada da construção do troço da Via Estruturante de Escariz à A-32, em Pigeiros/Milheirós de Poiares, seria posta a concurso.
O fim do ano ainda vem longe, mas a promessa já foi cumprida. Com o empenho activo do Primeiro-Ministro, disse-o e repetiu-o o Ministro do Planeamento e Infra-Estruturas. Postura diferente, a deste Primeiro-Ministro. Surpreende pela positiva, repondo alguma justiça. E se a justiça não se agradece, realça-se e enaltece-se.
O Primeiro-Ministro veio, ele próprio, em pessoa, a Arouca, dar conta aos arouquenses desse acto de justiça, do cumprimento dessa promessa. Arouca só pode sentir-se lisonjeada.
Mas, com esse acto, cumprida a promessa, está o problema da ligação viária de Arouca ao litoral resolvido? Não, nem de longe. Por um lado, o lançamento da empreitada de uma obra, como esta, é importante e imprescindível para que ela possa vir a realizar-se. Porém, não seria o primeiro caso, se lançada a concurso, não viesse a realizar-se. E, vindo a realizar-se, como se espera, pode ser muito variável a duração do concurso e o prazo do início da obra.
Admiti até à cerimónia de anúncio do concurso que a obra tivesse sido candidatada a um qualquer fundo comunitário. E, se assim fosse, o cumprimento da candidatura obrigaria à observância de prazos muito exigentes na realização da obra. Mas não. Esta será antes integralmente suportada pelo Orçamento do Estado e, neste caso, já os prazos se poderão arrastar, em especial o da duração do concurso. Há que estar atento para a isso obviar.
Por outro lado, a realização dessa obra, de si importante, sem dúvida, contemplará Arouca com mais uma variante a um troço da actual e inadequada ligação do Município ao litoral, mas deixa por construir dois importantes segmentos da Via, necessários para que toda a ligação possa assumir funções e constituir-se como verdadeira Via Estruturante: o que vai da Ponte da Cela (que, por efeito das vicissitudes da construção da 1ª fase terá de regredir à Ribeira de Tropeço) até à Abelheira e o que vai da A-32 à A-1. O primeiro, que exige em toda a sua extensão uma faixa de lentos, por ser todo ele em terreno inclinado, reclama que, desde já e com urgência, se comece a preparar o concurso para a respectiva obra, como salientou, e bem, a Sr.ª Presidente da Câmara, perante o Senhor Primeiro-Ministro; o segundo, da A-32 à A-1, embora não tão urgente como o anterior, mas igualmente imprescindível, por ser a única ligação viável, com as características de Via Estruturante, para o tráfego que, chegando à A-32, se dirija para sul.
Contudo, porque este último troço, situado, em toda a sua extensão, no Município da Feira, serve também, em grande medida, esse Município, impõe-se a articulação, com os seus representantes autárquicos, dos procedimentos e acções que mais rápida e eficazmente possam conduzir à sua realização pela Administração Central.
Acresce que, com o avanço da construção do referido troço de Escariz à A-32, torna-se também urgente a conclusão da ligação (esta da responsabilidade da Câmara Municipal) da Farrapa/Rossio até esse novo troço a construir, em Londral/Escariz, de forma a servir a Zona Industrial da Farrapa, a freguesia de Chave, a Serra da Freita e as freguesias nela sediadas.
Parece muito o que se reclama da Administração Central, mas trata-se apenas de concluir uma Via, iniciada há já perto de duas décadas, de todo necessária à competitividade e desenvolvimento de um Município que, também por falta dela, a mesma Administração continua a classificar de Interior.
 
Arouca

Domingo, 18 de Novembro de 2018

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Que balanço faz do trabalho da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia no mandato que está prestes a finalizar?
 
 
A Frase...

"Não discrimino nenhuma das antigas freguesias"

Ângelo Miranda, presidente da União de Freguesias de Arouca-Burgo", eleito pela coligação PSD/CDS, em entrevista ao RV

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