MAFALDA FERNANDES
 
Património escolar à venda
 
OPINIÃO | Alienar a última memória de um ciclo escolar numa localidade não é aceitável
 
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Como diz o povo: vende-se uma vez. E, apesar disso, do facto de uma venda corresponder quase sempre a uma perda irreparável, casos há, e muitos, em que se transforma num ganho notável, na medida em que todos beneficiam: o vendedor e a comunidade.
No entanto, a venda de um edifício no plano dos centenários, última memória de um ciclo escolar longo numa localidade é algo que não é, não pode ser, aceitável. A edilidade arouquense comete um erro crasso se vender o edifício de Cabeçais no plano dos centenários, como está previsto.
Já foi vendido, para mágoa nossa, o edifício sem tipo especial da chamada escola masculina de Cabeçais. Isto, porque só com o governo do Dr. Marcelo Caetano é que começou a ser mista.
Trabalharam nela vários professores e professoras. Começou por ser oferecida ao Estado, isto é, a sua edificação, pelo Professor Silva a quem chamavam o Professor "Carrapato", que era da freguesia do Vale, do concelho da Feira.
O Professor Álvaro Ferreira de Paiva Fernandes foi suplantado pelo Professor Silva nesta operação.
Há muitos anos. Depois do Professor Silva, foi a vez do Professor Sousa, José Carlos Sousa, do Carvalhal de Romariz, e que era pai do sr. Dr. Alexandrino Martins de Paiva e Sousa, médico local, o sr. Professor Álvaro Ferreira de Paiva Fernandes, algumas professoras não vinculadas, como a Professora Maria da Conceição Quaresma, a Professora Carolina Brandão, a Professora Maria de Fátima S. José Ferreira Correia e a autora destas linhas. Hoje, essa antiga escola masculina, por motivo de venda da autarquia local, que assim entendeu, é propriedade dos herdeiros de um seu antigo aluno, Victor Valdemar Soares Moreira, que teve uma morte prematura, causada por um enorme sofrimento.
O edifício do plano dos centenários que se encontra à venda é constituído por duas salas, tem logradouro murado e nele trabalharam também muitas professoras que ficaram célebres na comunidade da antiga Vila de Cabeçais. A Professora Brilhantina Azevedo, a Professora Rosalina Rosa de Jesus, a Professora Marília Fernandes e muitas outras professoras, não vinculadas, de Arouca, de Anadia, de Ovar, etc., algumas das quais mantêm ainda contacto presencial com as antigas companheiras de trabalho e alguns elementos da comunidade cabeçalence.
Vender o edifício do plano do centenários é passar uma esponja sobre aquilo que foi todo um esforço de aculturação de um número considerável de pessoas.
E nós, quer dizer, o último elemento de todo esse grupo ímpar, nesta boa terra, e que Deus ainda conserva como testemunha desse valiosos esforço, só perguntamos: E porquê?
 
Arouca

Terça, 21 de Maio de 2019

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