TEIXEIRA COELHO
 
Protagonistas e não apêndices
 
OPINIÃO | Escutando os jovens para conhecê-los e compreendê-los, a Igreja percebe o futuro que se vai desenhando
 
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"É-me grato anunciar-vos que, em Outubro de 2018, se celebrará o sínodo dos Bispos sobre o tema Os Jovens, a Fé e o Discernimento Vocacional. Eu quis que vós estivésseis no centro da atenção, porque vos trago no coração". Foi com estas palavras que o Papa Francisco anunciou a convocação do 'sínodo dos jovens' que, de 3 a 28 deste Outubro, acontece no Vaticano.
É grande a importância deste acontecimento na vida da igreja católica, confrontada como está com problemas de comunicação e empatia face a uma juventude capturada pelas redes sociais, mergulhada no mar agitado de um relativismo cada vez mais vazio de referências e capturada por propostas hedonistas, tão efémeras quanto frustrantes.
O Papa anseia por jovens que sejam protagonistas numa Igreja "enviada ao mundo" e não apenas "apêndices disponíveis" para serem catequistas, membros do coro, do grupo de acólitos e pouco
mais.
Respondendo a um questionário que lhes foi enviado através das dioceses, os jovens puderam dar conta aos padres sinodais das suas dúvidas e interrogações e do que pensam e esperam dos responsáveis da Igreja. No passado mês de Março, decorreu no Vaticano uma reunião pré-sinodal com mais de 300 jovens de todo o mundo, crentes e não-crentes, convocados para falar de si à Igreja. Um documento notável que acolhe o contributo deste magno encontro será uma das fontes de trabalho do sínodo, documento que pode ser consultado no portal do Sínodo dos Jovens.
Um documento recente preparatório dos trabalhos do sínodo revelava que será proposto o incremento de uma pastoral vocacional ancorada na condição batismal de cada fiel; uma pastoral que corrija a ideia ainda vigente da "vocação como '‘recrutamento' de padres, religiosos e almas consagradas", conceito que sacraliza indevidamente ministérios e ministros eclesiais, reforçando no seio do Povo de Deus a dicotomia clérigos/leigos que tão perniciosa tem sido para a vida da Igreja, enquanto promotor de clericalismo e causa de infantilização dos cristãos 'leigos', como a Papa Francisco não se tem cansado de repetir no exercício do seu magistério pastoral.
Os bispos propõem-se refletir sobre "percursos de preparação para o matrimónio e de acompanhamento de jovens casais, bem como sobre propostas vocacionais para os que decidem ficar solteiros" e destacam que as diferentes vocações que emergem na Igreja são "serviços a todos" e não "privilégios do interesse de alguns, eleitos".
Escutando os jovens, procurando conhecê-los e compreendê-los, a Igreja percebe o futuro que se vai desenhando e vislumbra os caminhos que é chamada a percorrer. Ouvir os jovens, crentes e não-crentes, dar-lhes a palavra - criar tertúlias, debates, encontros de reflexão... - proporcionar-lhes oportunidade de se fazer ouvir, mais do que responder a perguntas que não fazem, é a tarefa da hora para todos também na Igreja.
 
Arouca

Domingo, 18 de Novembro de 2018

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INQUÉRITO
Que balanço faz do trabalho da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia no mandato que está prestes a finalizar?
 
 
A Frase...

"Não discrimino nenhuma das antigas freguesias"

Ângelo Miranda, presidente da União de Freguesias de Arouca-Burgo", eleito pela coligação PSD/CDS, em entrevista ao RV

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