ARMANDO ZOLA
 
Permita-me, senhor Primeiro-Ministro!
 
OPINIÃO | Apesar de todas as suas belezas e boa imagem, Arouca continua Interior
 
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Escrevi, neste espaço, na edição do jornal do último mês de Maio:
"Do Primeiro-Ministro penso, de resto, ser um dos melhores, se não o melhor, que o Portugal, livre e constitucional, de Abril, deu. Muitos discordarão desta opinião. E muitos mais discordarão da ideia
de que a actual solução governativa tem podido servir Portugal e os portugueses, melhor que qualquer outra, no presente quadro político-partidário. Discordarão, e isso é um bem, um privilégio até, que Abril nos concedeu..."
Mantenho, sem tirar nem pôr, essa opinião. Opinião, porém, que em nada afecta a minha liberdade de ajuizar e discorrer, em cada momento, sobre os actos e decisões do Primeiro-Ministro e do Governo.
O Senhor Primeiro-Ministro, desviando-se, perceptivelmente, do apelo do Senhor Presidente da República, veio, há dias, a Arouca, percorrer os Passadiços e saborear/publicitar a gastronomia local. Penso que Arouca só pode enaltecer e regozijar-se com a distinção. Posto, contudo, ante a pergunta sacramental sobre a conclusão da Via Estruturante, respondeu:
"Tive a oportunidade de dizer à Senhora Presidente da Câmara que até ao final do ano será aberto o concurso para a empreitada de 7 Kms e de 29 milhões de euros."
Não duvido de que essa é a pretensão séria do Senhor Primeiro-Ministro, mas ou o processo para o lançamento do concurso está já muito adiantado e persiste viva a determinação de o concluir ou, uma vez mais, a promessa fica por cumprir. Em qualquer caso, se me fosse dado aconselhar o Senhor Primeiro-Ministro, perante tantas promessas passadas, iguais, e até de toda a Via, e de outras mais (IC-35, por exemplo) em vésperas de eleições, feitas por secretários de Estado, ministros e mesmo primeiros-ministros, nunca cumpridas, ter-lhe-ia sugerido que, face à pergunta, apenas dissesse que era de grande justiça e urgência que a Via se continuasse, que tinha uma firme vontade e determinação de a continuar, mas que, tendo presente o longo historial de promessas frustradas, anteriormente feitas aos arouquenses, só responderia e falaria da Via quando, concluído o processo de concurso para publicação (ainda que este seja apenas um curto passo entre os muitos necessários até à consignação da obra) voltasse, a Arouca (se bem que aqueles 7 Kms sejam, quase todos, no Litoral) para, em cerimónia simples por si presidida, formalizar a assinatura do respectivo anúncio. Isto, até para que os arouquenses não sejam levados a tomar a promessa, feita pela enésima vez, quando se aproximam eleições, como afronta à sua boa-fé e inteligência. De resto, antecipando, houve já quem, justificadamente, alertasse, no penúltimo número deste periódico, que, com as próximas eleições no horizonte, lá voltaria a promessa da Via, por autarcas e por políticos nacionais.
E, ainda com mais insistência, aconselharia também o Senhor Primeiro-Ministro a, convictamente e com verdade, na mesma ocasião, dar conhecimento aos arouquenses de que, por ser ainda mais justo e igualmente necessário, iria promover o início urgente do processo para o lançamento do concurso relativo ao troço restante da obra, no Município de Arouca, todo ele em terrenos sem grandes constrangimentos. É que é igual a premência da construção desses dois troços da Via e seria de todo inconcebível que, entre dois troços novos, com filosofia de traçado que responde minimamente às exigências de hoje, permanecesse um outro, cuja filosofia de traçado, quer transversal, quer longitudinal, vem, em parte, dos inícios do século passado e, noutra parte, dos meados desse século, altura em que Salazar o rectificou. Para além de todos os constrangimentos que uma Via assim continuará a trazer ao desenvolvimento de Arouca, repercutido sobretudo nos rendimentos e salários dos arouquenses (apesar de todas as suas belezas e boa imagem, Arouca continua Interior) essa diferente filosofia de traçados agravará, significativamente, a segurança do tráfego.
Enfim, teremos de insistir. Talvez um dia o Senhor Primeiro-Ministro nos ouça.
 
Arouca

Domingo, 16 de Dezembro de 2018

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