TEIXEIRA COELHO
 
'Arouca-508' e não só
 
OPINIÃO | Os acessos à Freita não se recomendam
 
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O Primeiro-ministro destacou, em Arouca, há dias, que "para desenvolver o país é preciso aproveitar os recursos do interior". Todos de acordo. Pode acontecer, no entanto, que os recursos identificados, capturados por grupos com conotação ou agenda partidárias ou por outras centrais de poder ou lóbis de influência, não contribuam para o desenvolvimento dos cidadãos deles mais carecidos.
O desenvolvimento do país passa pela promoção dos direitos básicos dos cidadãos em condições de justiça e equidade. No interior há recursos, mas há, antes de tudo o mais, pessoas, cidadãos, a cujas necessidades fundamentais cabe aos Governos responder.
A mobilidade é nos dias de hoje condição essencial e necessária para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos cidadãos. E mobilidade em condições que não sejam apenas as mínimas, o que passa tanto pelas vias estruturantes como pela qualificação daquelas que a partir destas servem as populações locais.
Continua entupido o trânsito nos acessos e nas saídas de Arouca. A "Variante" faz já lembrar as famosas
‘Obras de Santa Engrácia'.
Sendo Arouca uma vasta região com aldeias dispersas por montes e vales, as acessibilidades são de primordial importância para a vida das populações aí residentes. Obra de vulto se fez já em tempos não
muito distantes e algo se vai fazendo nesta área. Mas é ainda lastimável o estado de degradação de algumas das estradas que servem o interior do concelho. Os acessos à Freita, por exemplo, não se recomendam, apesar da recente intervenção no troço do Chão-de-Ave a Provizende, ainda à espera da marcação do piso. A partir daí, em alguns troços, sobretudo até ao Merujal de Cima, são muitas as rugas, as cicatrizes mal curadas, os desnivelamentos do piso, vítima do desgaste ocasionado pelo aumento galopante do trânsito e das consequências das cargas suportadas pelo trânsito de veículos de grande tonelagem.
O turismo é uma das alavancas do desenvolvimento económico de Arouca. Abundam os slogans promocionais, uns mais retóricos que outros, sobre Arouca.
Em construção uma ponte pedonal suspensa, sobre o Paiva. Supõe-se que o projecto tenha sido oportunamente apresentado e discutido em assembleia municipal. Mas não é de estranhar que esta ousada iniciativa venha sendo "alvo de acesas discussões nos últimos tempos na comunidade
arouquense". A propósito, recordamos a lapidar entrevista da Presidente da Câmara ao RODA VIVA. A "nova infra-estrutura... será a maior travessia pedonal suspensa do mundo, com os seus 508 metros, já baptizada como Arouca-508. O custo total da ponte é de 1.699.828 euros, mais IVA, suportados pela Câmara Municipal... Sendo possível, a Câmara irá apresentar candidatura da ponte a fundos comunitários... É expectável que a autarquia, com a venda de bilhetes, possa recuperar todo o investimento efectuado, como ocorreu com os Passadiços".
O que se pretende é manter Arouca como polo de atracção turística, dotando o concelho de um equipamento, uma obra de arte, que se tornará uma referência nacional e internacional.
"A ponte terá um impacto que irá muito além do turismo... constituirá um importante caso de estudo a nível da engenharia...". E a Presidente acrescenta: "Permitirá firmar o Arouca Geopark como um destino incontornável, reforçando os Passadiços como um ponto de partida fundamental para a visita ao Arouca Geopark , beneficiando todas as restantes infra-estruturas e atracções turísticas como é o caso da Casa das Pedras Parideiras, da serra da Freita, entre outros".
Há que atrair visitantes que virão contribuir para desenvolver a actividade económica do concelho; há que dar visibilidade aos recursos paisagísticos, geológicos, históricos e culturais do concelho, entre os quais se destaca o Museu e o Convento, mas há que não esquecer as populações residentes nas aldeias dispersas no território do concelho, esquecendo serviços tão básicos, quer para quem vem como para quem cá vive, como são as acessibilidades.
Não caberia no 'pacote' da ponte uma verba para ‘atapetar' as estradas de acesso à Freita? Como não pedir à Sra. Presidente que "estenda o tapete asfáltico rodoviário" aos que lá vivem, dali partindo cada dia para o trabalho, para a escola... bem como a todos aqueles que convidamos para a visitar?
 
Arouca

Segunda, 15 de Outubro de 2018

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