CÁTIA CARDOSO
 
Sobre o simulacro
 
OPINIÃO | Ou somos a favor da prevenção, ou não somos
 
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O simulacro de incêndio realizado na freguesia de Canelas, no passado dia 19 de maio, que contou com a presença de membros do governo, incluindo o Primeiro-Ministro, António Costa, e o Secretário de Estado da Proteção Civil, o arouquense Artur Neves, originou algumas posições contraditórias.
Muitos foram aqueles que manifestaram em plataformas públicas as suas opiniões. Aquilo que diziam os menos crentes era que não valia de nada, que aquando o incêndio de 2016 ardeu tudo na mesma, que se vier o fogo de novo volta tudo a arder.
Porém, se recuarmos um pouco na memória, lembrar-nos-emos de algumas outras declarações, em muitos casos, proferidas pelas mesmas pessoas.
Diziam elas que o fogo tomou as proporções que tomou porque os bombeiros não conheciam bem o território, que, durante os meses de inverno, estes, em vez de ficaram no quartel em conversas e jogos de cartas, deviam era sair, irem conhecer os terrenos, preparem-se para as eventuais complicações dos dias mais quentes.
Ora, de uma forma resumida, muitas das pessoas que defendiam que os bombeiros e outras entidades responsáveis se deviam preparar durante o resto do ano para as dificuldades do verão, foram as mesmas que, no dia do simulacro, consideraram que não valia de nada, e que "eles deviam vir era quando é preciso", acrescentado, algumas, que tudo não passava de uma brincadeira.
Os simulacros, porém, servem, de certa forma, para prevenir, uma vez que testam a capacidade de resposta dos meios competentes. Se foram exagerados neste simulacro? Talvez. É difícil acreditar que, em caso real, seriam 850 os operacionais disponíveis.
Ainda assim, só será possível saber se este simulacro, de facto, valeu ou não de alguma coisa, quando voltarmos a estar sob ameaça do fogo. Pelo que, esperemos que demore muito, muito tempo para conhecermos os resultados da operação. Independentemente de pensarmos que foi útil ou inútil, não queremos ter nenhuma das certezas tão cedo.
Claro é que faça-se ou não se faça, as críticas não se ausentarão. Feio é não termos opinião certa. Ou somos a favor da prevenção, ou não somos. Ou acreditamos no trabalho das entidades competentes ou dispensamo-lo quando necessário.
Imploramos prevenção, mesmo depois de vermos tudo consumido pelo elemento fogo. A prevenção está a ser feita agora. Ninguém quer prevenir o passado, já não é possível. O que falhou, falhou e as consequências chegaram para todos. É o futuro, que um dia será presente, que tem de ser prevenido.
Vamos, pois, acreditar que uma região prevenida há de valer por duas (no combate aos obstáculos, claro!).
 
Arouca

Sexta, 14 de Dezembro de 2018

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