JOSÉ CARLOS SILVA
 
Desertificação e envelhecimento
 
OPINIÃO | Habitação a custos controlados, fomento empresarial e melhoria da acessibilidade, os três eixos decisivos para Arouca
 
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Arouca geograficamente não se pode considerar um concelho de interior, mas devido às suas limitações rodoviárias, o município sofre de grande parte das carências que assolam os concelhos do interior do país.
E o principal drama que um concelho, dito do interior, vive é a desertificação do seu território, associado a um envelhecimento acentuado da população que vai resistindo a ficar na terra, por opção ou resignação.
Voltando ao nosso concelho, Arouca está a começar a viver essa dura realidade, que se não for atalhada a curto e a médio prazo com políticas concretas e eficazes, se calhar, num futuro não muito longínquo, a
média de idade dos nossos habitantes será muito elevada e o número de residentes cairá para níveis assustadores.
É verdade que a redução da taxa de natalidade é um fenómeno nacional, mas sem dúvida que em localidades com o perfil de Arouca essa taxa é ainda mais reduzida. Em 2017, o número de nascimentos no nosso concelho foi significativamente inferior ao de 2016... Começa a existir uma tendência de queda que urge rapidamente inverter.
Assistimos nos últimos anos em Arouca a um boom de construção de equipamento sociais e de renovação do parque escolar. Estratégia correcta.
No entanto, convém salientar que nalguns pólos escolares do município sempre se notou um sobredimensionamento daqueles equipamentos. Já para não referir que o número de alunos matriculados nas nossas escolas caiu substancialmente em comparação com a última década.
Relativamente aos equipamentos sociais, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arouca, em cerimónia pública recente, lembrava que o Lar da 3ª Idade tinha uma lista de espera de mais de uma
centena de pessoas. Significativo!
Infelizmente, várias gerações de arouquenses partiram para outras paragens depois de concluído o ensino secundário e apenas regressam a Arouca durante as férias e as festas.
Esta hemorragia tem que ser travada e só pode ser estancada com medidas activas a nível de uma política de habitação a custos controlados, de fomento empresarial e de melhoria das condições de acessibilidade. São os três eixos decisivos para o futuro de Arouca!
A aposta no turismo tem sido ganha, apesar dos fortes investimentos realizados no sector, mas as fichas não devem ser todas apostadas numa única carta, é preciso diversificar com critério e rigor. E parece-me
que está a existir um certo deslumbramento a nível turístico, área em que outros concelhos, e alguns vizinhos também estão apostar forte, com passadiços e tudo...
Há que reflectir e agir sobre que futuro queremos para o nosso concelho e, acima de tudo, que Arouca queremos para as novas gerações. Temos que pensar a médio e longo prazo. Porque a desertificação e o envelhecimento são faces da mesma moeda!
 
Arouca

Quarta, 18 de Julho de 2018

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"Passou mais de um ano desde a famosa promessa do Entroncamento, mas até ao momento a via Arouca-Feira continua parada"

Rui Vilar, presidente do PSD Arouca

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