JOSÉ CARLOS SILVA
 
Eternização nos cargos
 
OPINIÃO | É fundamental que as instituições se renovem periodicamente com novos rostos e novas práticas
 
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Uma das grandes riquezas do município de Arouca, para além do seu vasto património natural, cultural, histórico e gastronómica, são as suas laboriosas e honradas gentes.
Exemplo maior da qualidade humana dos arouquenses, está patente no dinâmico movimento associativo que se estende ao longo de todo o território concelhio, nas suas mais diversas vertentes - social, cultural, recreativa, desportiva e etnográfica.
Nesta grande família que é o movimento associativo, estão pessoas de todos os quadrantes sociais, em que o principal lema que as guia é a causa comum. Existe uma entrega genuína e generosa ao bem da comunidade.
Também existem, infelizmente, casos pontuais, de alguns dirigentes associativos cujo único fito é a vaidade pessoal e outros interesses mais ou menos obscuros... Mas desses, não rezará a história.
A razão maior que me levou a abordar novamente a temática do associativismo, prende-se com a eternização nos cargos por parte de alguns dirigentes, situação que provoca um natural esvaziamento e apatia das instituições.
Uma associação, seja de que âmbito for, necessita de momentos de sobressalto para crescer e reagir aos novos tempos que nos apresentam, cada vez mais, um sem número de desafios de toda a ordem e complexidade.
Por isso, mas não só, é fundamental que as instituições se renovem periodicamente com novos rostos e novas práticas nos diferentes órgãos sociais. É preciso atrair para as associações gente mais nova, mais qualificada, com novas ideias e com garra redobrada.
Se atentarmos um pouco ao nosso panorama associativo, deparamos com um número substancial de dirigentes que se têm vindo a eternizar nos órgãos sociais das instituições, não criando as condições, nem existindo vontade em alguns casos, para a renovação dessas mesmas estruturas.
Dois casos paradigmáticos foram noticiados nos últimos tempos sobre esta matéria. Duas instituições prestigiadas e com trabalho meritório em prol da comunidade, tendo em comum o facto das suas sedes estarem ambas instaladas no Mosteiro de Arouca. Estou a falar da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda - o seu dirigente maior, Arnaldo Pinho, "apenas" abandonou o cargo ao fim de 28 anos... No outro caso, na Associação Defesa do Património Arouquense, o seu único presidente, Filomeno Silva, prolongou o seu "vínculo" à instituição até 2020, altura em que completará quarenta anos à frente da ADPA...
Dois casos que transmitem a ideia, se calhar errada, que são as instituições que estão ao serviço das pessoas e não o contrário, como deveria ser.
É natural e humano que os dirigentes se apeguem emocionalmente às instituições que dirigem, não podem é, e por vezes isso acontece, julgarem-se "donos" das mesmas e actuarem como tal, fazendo o que querem a seu bel-prazer... Infelizmente, os meios de comunicação social têm dado eco de situações menos claras por parte de dirigentes pouco escrupulosos em diferentes regiões do país... Esperamos que Arouca não seja contagiada um dia destes por algum caso que nos venha a envergonhar a todos.
 
Arouca

Domingo, 19 de Agosto de 2018

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"Na cor política já se sabe que Margarida Belém só olha para três freguesias e sabemos todos quais são..."

Fernando Ribeiro, presidente da JF Chave, em entrevista ao RV

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