CÁTIA CARDOSO
 
Das trilobites ao geoparque
 
OPINIÃO | O concelho tem pessoas que sabem preservar esses recursos, por vontade própria
 
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Crescer no meio das trilobites gigantes de Canelas e ouvir falar constantemente dos fósseis como fenómeno único e motivo de orgulho são certamente razões mais que suficientes para se ter sensibilidade para as questões do património. Se tivesse crescido noutra freguesia e noutro concelho, estou certa de que seria bem mais pobre no que a essa sensibilidade diz respeito.
Quando Arouca apresentou ao mundo o geoparque, as trilobites, como não podia deixar de ser, ocuparam automaticamente posição de destaque. A elas aliaram-se as pedras parideiras, igualmente conhecidas da população mais afeta ao território. A partir daqui gera-se o belo quadro, sempre em construção, que hoje habitamos.
Mas se hoje Arouca se pode gabar de ter das maiores trilobites do mundo, e de ser conhecida internacionalmente por isso, é porque houve alguém que soube preservar este fenómeno. Podemos - devemos - ficar gratos ao sr. Manuel Valério, responsável da pedreira de ardósia onde foram sendo encontrados os fósseis das trilobites, que soube valorizar o achado, sobrepondo-o ao negócio das ardósias.
Da exploração de ardósia para o Centro de Interpretação Geológica de Canelas (CIGC), Manuel Valério mostrou uma sensibilidade soberba e um sentido de responsabilidade patrimonial absolutamente fora do comum, que é dever de todos honrarmos.
Por isso, dizermos que aqui, em Canelas, nasceu o geoparque é restrito mas não é descabido. E dizermos que Manuel Valério tem sido um pai do geoparque é, com concerteza, legítimo.
Não há nada que me envaideça tanto como dizer que sou de Arouca - concretamente de Canelas, claro! - no entanto, há que reconhecer aqueles que tornam este território especial e que permitem essa vaidade que em muitos - ou todos - se torna maior a cada ano que passa.
Se o concelho tem uma autarquia que sabe potencializar os seus recursos - que são essencialmente geológicos, arqueológicos, culturais, biológicos, enfim, patrimoniais - designadamente através do turismo, tem também pessoas que sabem preservar esses recursos, por vontade própria, e que se tornam numa alavanca imprescindível para o alcance dos objetivos do município.
A essas pessoas, que nos enriquecem o território e que nos enchem o peito de orgulho, nunca será suficiente dizer obrigada. Mas se soubermos amar tanto o património como elas, preservá-lo e respeitá-lo já estaremos a mostrar-lhes que aquilo que fazem pelo nosso património significa muito para nós.
 
Arouca

Segunda, 24 de Setembro de 2018

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