JOSÉ CARLOS SILVA
 
Agrupamento de Escolas de Escariz
 
OPINIÃO | Volveram-se quase dezoito anos sobre as duas datas marcantes para a vida daquela parcela do território do concelho
 
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Foi uma aspiração de décadas, que só foi concretizada no início do século XXI, graças à tenacidade do executivo camarário da altura, liderado por Armando Zola e que contou com a determinação e apoio dos autarcas das cinco freguesias envolvidas. É de toda a justiça ainda, salientar a acção em todo aquele processo de Albino Oliveira, que presidia à Junta de Freguesia de Escariz. A "Escola do Fundo do Concelho", como era designada na altura e que tantas crónicas reivindicativas e inflamadas suscitou na imprensa local, parecia uma eterna miragem. Mas não.
As crianças e jovens das freguesias de Mansores, Chave, Escariz, Fermedo e Mato, que se distribuíam até então pelas escolas de Arouca, Fajões e São João da Madeira, receberam esse tão almejado presente no dia 9 de Agosto de 2001, com a inauguração oficial da Escola E.B. 2,3 de Escariz, cerimónia que contou com a presença do Ministro da Educação da altura, Júlio Pedrosa.
O primeiro presidente da Comissão Instaladora foi o docente Afonso Veiga e a escola abriu portas no ano lectivo 2001/02 com 250 alunos.
Armando Zola, edil arouquense de então, recordava naquele evento que "esta escola era a segunda prioridade do município, depois da via estruturante".
Um ano antes, a 9 de Agosto de 2000, Guilherme de Oliveira Martins, titular da pasta da Educação, lançara a primeira pedra daquele equipamento educativo, que orçou em 500 mil contos (meio milhão de euros actuais). A autarquia comprou o terreno (28.000 m2) por 28 mil contos (cerca de 140 mil euros).
Volvidos quase dezoito anos sobre aquelas duas datas marcantes para a vida daquela parcela do território do concelho, o agora chamado "Agrupamento de Escolas de Escariz" continua a ter razões de sobra para se sentir orgulhoso e feliz pela sua caminhada na educação do município.
O excelente lugar alcançado nos "rankings" das escolas, recentemente publicados, e a eleição de uma aluna do 12º ano daquele estabelecimento de ensino (Fátima Pinho) para presidente da Federação Nacional das Associações de Estudantes do Básico e Secundário, são dois magníficos exemplos que devem encher de orgulho todos aqueles que lutaram pela concretização da escola e por aqueles que diariamente fazem daquele espaço um local de trabalho e de esforço, mas também, de amizade e solidariedade.
Que melhor apreciação sobre aquele estabelecimento de ensino do que a que proferiu o seu melhor aluno (Bruno Teixeira) no decurso da cerimónia de atribuição dos prémios de mérito e excelência do ano lectivo passado, "há quase uma relação familiar na escola".
O AE Escariz também já passou as passas do Algarve, aquando do processo das fusões de escolas posto em marcha pelo Ministério da Educação há quase uma década. Pretendia-se que fosse "engolido" pelo Agrupamento de Escolas de Arouca, levando à perda da sua identidade, mas conseguiu sair fortalecido dessa forte tempestade. As forças vivas das freguesias envolvidas, com o apoio da autarquia, conseguiram, a tempo, bloquear essa pretensão governamental, com grande polémica à mistura. Ainda bem que prevaleceu o bom senso...
 
Arouca

Domingo, 16 de Dezembro de 2018

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