JOSÉ CARLOS SILVA
 
Um ano depois
 
OPINIÃO | Nada do que lá se afirmou e anunciou foi concretizado, ou sequer iniciado
 
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Fez no dia 7 de Fevereiro um ano que o primeiro-ministro António Costa apresentou, no Entroncamento, com toda a solenidade, o concurso público da ligação rodoviária de Escariz à A32. Além daquele troço, foram ainda anunciados mais onze estradas prioritárias.
Este conjunto de rodovias teve direito a nome grandioso - "Programa de Valorização das Áreas Empresariais", que tinha como objectivo reforçar a competitividade das empresas, potenciar a criação de emprego e aumentar as exportações. Representava um investimento global de 180 milhões de euros, 78 para a criação de áreas empresariais e 102 para as rodovias.
Na ocasião, o governante sublinhou que "não podemos voltar a ter hesitações quanto ao caminho a seguir".
Arouca esteve representada com uma vasta comitiva, composta por autarcas, empresários e jornalistas.
Estive presente na cerimónia e nunca pensei, um ano depois, ter que recordar esse dia pelas piores razões. É que nada do que lá se afirmou e anunciou foi concretizado, ou sequer iniciado.
Poderão alguns afirmar que era ano eleitoral e, como todos sabemos, nesses períodos promete-se tudo e mais alguma coisa. Se foi essa a estratégia última do governo, foi muito triste, para não qualificar aquela encenação com tons mais carregados.
Ainda nesse dia, tive a oportunidade de ouvir Artur Neves, presidente da autarquia na altura, e recordei-lhe se não temia que a obra anunciada não poderia vir a ser alvo de cativação por parte do Ministério das Finanças. Neves não descartou essa possibilidade: "há sempre esse risco, não posso afirmar categoricamente que isso não possa acontecer". A terminar a curta entrevista, o agora secretário de estado da Protecção Civil abriu o coração e afirmou que "depois de vários murros no estômago, hoje, é porventura o dia que mais ansiava enquanto presidente da Câmara de Arouca".
Mais céptico, e o tempo veio dar-lhe razão, estava o presidente da AECA, Carlos Brandão, quando sublinhou, "estamos um pouco expectantes porque a verba para a obra vem directamente do Orçamento do Estado e não de fundos europeus e isso é motivo de preocupação".
Como se veio, infelizmente, a confirmar...
A nova presidente da autarquia, Margarida Belém, que também marcou presença naquela cerimónia no Entroncamento, perante uma pergunta de um munícipe na última Assembleia Municipal sobre o ponto de situação daquela rodovia, foi evasiva: "todos os dias faço telefonemas para o gabinete do Ministro do Planeamento e para as Infra-estruturas de Portugal para colocar o dossiê Variante na ordem do dia". Disse ainda que "é um assunto complexo, mas não vamos baixar os braços".
Perante este quadro factual, os arouquense que já tinham esperanças muito ténues na finalização daquela emblemática obra, indispensável ao desenvolvimento do município, com mais esta mão cheia de nada que o governo tão pomposamente prometeu no dia 7 de Fevereiro de 2017 começam, definitivamente, a resignar-se perante tantas promessas goradas.
Arouca e os arouquenses mereciam muito mais respeito e consideração por quem nos governa...
 
Arouca

Quinta, 20 de Setembro de 2018

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