ARMANDO ZOLA
 
Se beber, não conduza!
 
OPINIÃO | Estaciona-se a esmo nos locais proibidos e mesmo ao lado dos sinais de proibição. E nada se passa!
 
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Antes de entrar no tema sugerido pelo título, aludo, de passagem, à crescente confusão do tráfego, a certas horas, nos acessos à rotunda no centro do cruzamento da Av. 25 de Abril, com a Av. das Escolas e Rua D. Afonso Henriques, na Vila (Arouca), confusão essa em muito agravada com a supressão da 2ª faixa de rodagem, no sentido ascendente da Av. 25 de Abril, entre a referida rotunda e o entroncamento com a Rua António de Almeida Brandão.
Uma intervenção que claramente sacrificou a funcionalidade e a fluidez do trânsito em favor do embelezamento do local.
E, de passagem também, ao estacionamento indevido na Alameda D. Domingos de Pinho Brandão. Foi feita uma intervenção recente neste espaço: alargaram-se os passeios, estreitou-se a faixa de rodagem, definiram-se os lugares de estacionamento pago, implantaram-se nos sítios adequados diversos sinais de proibição de estacionamento (há já preceito que os enquadre na correspondente postura municipal?), mas estaciona-se a esmo nos locais proibidos e mesmo ao lado dos sinais de proibição. E nada se passa!
Foi para isso que se fez a intervenção, se afixaram os sinais, se definiram os locais de estacionamento pago? Não, seguramente. Nem será, por certo, esta imagem de desgoverno que se quererá dar a quem passa.
Sobre esses pontos, por hoje, fico por aqui e entro no tema do título referindo que o número de vítimas mortais nas estradas portuguesas, em 2015, ultrapassou, em muito as cinco centenas, número esse que subiu em 2016 e, em meados de 2017, continuava a crescer.
E se o número de vítimas mortais impressiona, mais impressionante é o de feridos graves, em grande percentagem com sequelas profundas para a vida inteira.
Arrepiante é que, neste morticínio e devastação provocados, ao longo dos anos, nas nossas ruas e estradas, os condutores, em grande parte dos acidentes (35 a mais de 40%) que lhes dão origem, acusam valores de álcool no sangue acima do permitido e uma elevada percentagem deles mesmo com taxas de álcool criminalmente puníveis.
Hoje, o seguro automóvel obrigatório, em boa hora instituído, ou o Estado quando aquele inexiste, garante, não havendo culpa exclusiva da vítima, compensações monetárias aos lesados nesses, ou por virtude desses acidentes.
Não há, porém, dinheiro que pague uma vida ceifada, ou a saúde e felicidade própria ou da família destroçadas. Só isso bastaria para que quem conduz se abstivesse de beber. Mas, quando ao potencial prevaricador falte a consciência do dever e o respeito pelo outro, que ao menos o demova de beber a certeza de que é cada vez mais generalizado o entendimento jurisprudencial de que quem provoque acidente conduzindo com álcool acima da taxa permitida, mesmo que se não conclua que foi o excesso de álcool que deu causa ao acidente, tem de repor às companhias seguradores todas as quantias de indemnizações por estas pagas aos lesados.
Ora, essa justificada reposição pode arruinar também a vida e destroçar a felicidade do condutor prevaricador e família. Por isso, quando o não sensibilize o respeito pela vida e integridade física alheias, que possa sensibilizá-lo e refreá-lo a salvaguarda da felicidade própria e dos seus.
Perante um tão grande número de vítimas nunca é demais repetir o alerta: "Se beber, não conduza! Se conduzir, não beba!". Não se trata de moralismo, mas de apelo a um imperioso dever de civismo.
 
Arouca

Quinta, 18 de Outubro de 2018

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