PAULO MILER
 
Um novo ano: 2018
 
OPINIÃO | Dá-se com uma mão, retira-se com a outra
 
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Com o culminar de um ano emerge o habitual exercício de introspeção que cada pessoa faz, numa perspetiva retroativa de avaliação das decisões tomadas, ações e eventos ocorridos, colocando os mesmos numa "balança mental" onde se pesam os prós e os contras dos acontecimentos passados, na busca de ilações que possam solidificar uma reflexão construtiva e, assim, influenciar futuras tomadas de decisão.
Esta valoração nostálgica do que se fez torna-se a base para que, numa etapa posterior, se faça um novo exercício mental, desta feita prospetivo, de premonição, juntando a reflexão sobre o passado à conjuntura prevista para o futuro, visando o equilíbrio das suas posições futuras às expectativas que um novo ano traz para cada um de nós. Neste particular, ao invés da balança, o objeto que se nos apraz catalogar consigna-se em livro: o virar da página, representativo de um novo e revitalizante capítulo que se avizinha ou, pelo contrário, a manutenção de um estado de coisas que força a resignação pela continuidade da mesma história.
O exercício mental que fazemos para definir o rumo das nossas vidas transpõe-se para o plano político, pela influência evidente nos projetos que delineamos em função da conjuntura que os rodeia.
Com o vociferado fim da austeridade que durante anos serviu de bandeira do atual Governo, seria de esperar que, na transição para o novo ano, pudéssemos esperar o cumprimento do que nos fora "prometido". O virar da página, como pudemos verificar na reta final do ano que passou, trouxe, afinal, aumentos nos preços de bens essenciais do dia-a-dia dos portugueses, nomeadamente o pão, a eletricidade e a gasolina, que afetarão sobretudo os que menos rendimentos possuem. Curiosamente, por esta classe clamavam os nossos governantes em sua defesa.
Aumenta-se o salário mínimo, aumentam-se as pensões, devolvem-se rendimentos provenientes do trabalho e, no entanto, o custo de vida torna-se mais elevado no acesso aos bens fundamentais, sobretudo para as classes média e baixa. Dá-se com uma mão, retira-se com a outra. Se este é o capítulo que se avizinha, mantenhamo-nos na mesma página à espera de novidades.
A nível local, o primeiro Orçamento do novo executivo da Câmara Municipal de Arouca foi aprovado. Existe, portanto, margem de manobra suficiente para que a sua Presidente, e o seu executivo, possam ser responsabilizados pelo que dele resultar, seja positivo ou negativo. Esta margem de manobra também é visível no aumento de mais de três milhões de euros face ao Orçamento do ano anterior. As prioridades são conhecidas - Turismo, Educação e Habitação/Requalificação Urbana - até pelos valores inscritos no referido Orçamento.
Ressalvam-se as verbas atribuídas à construção da ponte suspensa sobre o Rio Paiva, que terá um custo de 1.7 milhões de euros, uma verba substancial e um investimento no âmbito do Turismo cujo retorno, sobretudo ao nível do poder de compra dos arouquenses (nomeadamente pela criação de emprego e riqueza) se apresenta como questionável, pelo menos face ao montante em questão e à finalidade do mesmo; num outro plano, salientam-se os 2 milhões de euros atribuídos à requalificação urbanística da zona poente do concelho de Arouca.
Numa altura em que se discute a descentralização e a correção das assimetrias, esperemos que o virar da página traga uma visão mais abrangente para as nossas freguesias, em especial uma distribuição equitativa e prudente das verbas atribuídas para as juntas de freguesia, com enfoque para as freguesias "esquecidas" pelo anterior executivo e, por isso, subdesenvolvidas, de forma a proporcionar mais
qualidade de vida aos seus habitantes e a torná-las "competitivas" face às restantes.
Espera-se, também, que um novo capítulo contemple com especial incidência os jovens e os próprios habitantes de Arouca, esses sim, a verdadeira âncora do nosso município.
 
Arouca

Quinta, 18 de Outubro de 2018

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