ARMANDO ZOLA
 
Incêndios
 
OPINIÃO | Não se pagam milhões e milhões no apoio às energias renováveis em defesa do equilíbrio ambiental?
 
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Foi sobre os incêndios deste ano que escrevi o meu artigo do mês passado para este espaço. Porém, no momento de o enviar para o jornal, retrocedi e resolvi escrever outro, mais instante, sobre um outro "fogo", igualmente destruidor, mas de bem menores proporções: o da destruição, que se perspectiva, de grande parte do Espaço das feiras quinzenais e de estacionamento da Zona Sul da Vila de Arouca. Fi-lo na esperança de que ainda pudesse imperar o bom senso e de que viesse a desistir-se desse propósito. Alcançarei êxito nos meus intentos? Não sei. Cúmplice dessa destruição, pelo silêncio ou por omissão, é que não serei.
Voltando ao artigo dos incêndios, que hoje, pela evolução havida, desde então, sobre o assunto, reescreverei em termos diferentes, é justo salientar que, ao contrário do ocorrido aquando dos grandes incêndios de anos pretéritos, os responsáveis parecem continuar determinados, agora que as chuvas voltaram e as labaredas findaram, a evitar que desgraças como as deste ano possam ocorrer no futuro.
Com todo o respeito por opinião contrária, não me parece, contudo, que as medidas que se preconizam venham a conduzir a esse almejado efeito. É alguma coisa, mas muito pouco para o que é necessário: limpar as bermas e as margens das estradas e uma faixa ao redor das casas poderá dificultar, junto dessas estradas, a propagação do incêndio e evitar que o mesmo destrua as povoações, mas, mesmo que outras dificuldades não houvesse, há meios materiais e humanos para isso? E 50 milhões de euros a distribuir, para esse fim, por todos os municípios do País são suficientes? Não, seguramente. E, mesmo que essa limpeza se conseguisse com pleno êxito, o que se pretende com ela é apenas dificultar a progressão dos incêndios junto das estradas e impedir que os mesmos cheguem às povoações? E então a floresta pode continuar a arder?! Nas últimas rês décadas, arderam mais de quatro milhões de hectares do território nacional, cerca de metade da área total do País, e só neste ano, como lembrava, há dias, o Prof. Soromenho Marques, ardeu mais de 5% de todo o território! É isso que, conformados, aceitamos? Um país que, ano a ano, deixa arder 5% do seu território não é, como salienta aquele investigador, um país viável.
Os esforços pelo ordenamento florestal devem prosseguir. Ninguém contestará isso. Mas quando chegará a execução desse ordenamento? E com que resultados? E até lá quantos avanços e recuos, quantas hesitações, quantas paragens, quantas mudanças de rumo? Inúmeros, por certo. E até lá, o País, que se quer viável, não pode esperar.
Até lá, sim, vá-se limpando o possível, próximo das vias, ao redor das povoações, mas reforce-se o apoio aos bombeiros, dêem-se meios mínimos e formação periódica às populações para que possam colaborar no combate ao fogo e melhor se possam defender e aos seus bens, mas, sobretudo, no mais curto prazo, criem-se condições para que o material lenhoso, combustível, das matas e florestas se torne produto escasso e que seja lucrativo recolher e vender! Não se pagam os rebanhos devorados pelo lobo ibérico, para promover o equilíbrio ecológico? Não se pagam milhões e milhões no apoio às energias renováveis em defesa do equilíbrio ambiental? Então, também nessa linha, porque se não criam e apoiam centrais de biomassa em número e com condições e localização adequadas a, sem efeitos poluidores, tornar a matéria orgânica das nossas florestas exígua e que compense recolher? Assim, as nossas florestas ficariam limpas e os fogos florestais deixariam de ter pasto para se alimentar. É caro?! É, mas todos ficariam a ganhar. Muito mais caras são as vidas que os fogos devoram, a riqueza que destroem, o impacto ambiental que provocam, os custos, designadamente ao Estado, que ocasionam.

MAIS UM CICLO QUE SE CUMPRE
A roda do tempo não pára. De novo Natal. Mais um ano que se despede. A todos os amigos, a todos os leitores, um Bom Natal e um Novo Ano pleno de saúde e felicidade!

(texto publicado na edição impressa do RODA VIVA jornal de 2017.12.14)

 
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Domingo, 22 de Julho de 2018

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