ARMANDO ZOLA
 
Disparates, não!
 
OPINIÃO | Nessas duas funções, o espaço tem sido imprescindível e tem servido perfeitamente a contento
 
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Recebi, há semanas, de um velho amigo, uma mensagem, no telemóvel, dizendo:
-"Afinal a amputação da Feira e Parque da Zona Sul está em curso com o concurso de remodelação da nova entrada na Vila a partir da Via Estruturante."
Face à discussão havida, alguns meses atrás, sobre o assunto, em reunião realizada nos Paços do Concelho, na qual participei, e ao que nela foi prometido, não acreditei. Telefonei ao meu amigo que, todavia, me reafirmou a informação, acrescentando:
-"Vão destruir o Espaço Feira, para mais com uma intervenção de vistas curtas. Se pretendiam fazer uma alternativa à entrada na Vila, a partir da rotunda da Via Estruturante, deveriam fazê-la pelo sul do Espaço Feira e poente do cemitério municipal até ao entroncamento com a E.N. 326, defronte da Central Rodoviária."
Concordei. Fora, aliás, essa a posição que também defendi, ante promessas de ponderação dos responsáveis, na referida reunião realizada nos Paços do Concelho.
Ainda meio incrédulo, dei conta da notícia a um outro amigo. "É um crime", disse ele.
Crime não é, mas é, a meu ver e julgo que objectivamente, um enorme e muito nocivo disparate que a nova Câmara, onde só permanecem dois dos sete elementos que constituíam a anterior, tem o dever de evitar que seja cometido.
O Espaço Feira, aberto há cerca de duas décadas e intervencionado, com projecto de arquitecto e dinheiro comunitário e do Município, há menos de quinze anos, visou responder, em primeira mão, à necessidade premente de alojar as feiras quinzenais que, até então, se faziam pelas ruas da Vila, com todos os incómodos e problemas que isso causava. Procurou-se que esse espaço fosse polivalente, servindo não apenas para as feiras, mas também para parque de estacionamento, outra premente necessidade face à entrada em vigor do estacionamento pago no centro da Vila. Nessas duas funções, o espaço tem sido imprescindível e tem servido perfeitamente a contento.
Que poderá ser melhorado, beneficiado, é aceitável e justifica-se. Agora, que seja destruído e eliminadas ou grandemente atrofiadas as suas funções, para mais com novos e significativos gastos de dinheiro dos fundos comunitários e dos contribuintes, é que é imperdoável, é deitar dinheiro fora, é, a todos os títulos, condenável. Destruir aquele recinto das feiras e de estacionamento e o pequeno espaço verde e arborizado a poente do Museu Municipal e também o espaço livre, a nascente deste, destinado a equipamento municipal, para neles rasgar uma estrada larga, de nascente para poente, a partir da rotunda da Via Estruturante, uma nova e grande rotunda ao fundo dessa estrada e uma outra estrada larga, de poente para nascente, a partir dessa nova rotunda até à rotunda da Av. 25 de Abril, ao fundo da Av. das Escolas, é coisa que nem ao diabo lembraria. Poderá dar nas vistas, "encher o olho", mas será coisa que lesará séria e irreversivelmente os interesses do Município.
Uma alternativa como a que referi no início seria útil. Permitia conduzir ao seu destino (Escolas, Centro de Saúde, Central de Camionagem, Piscinas, Estádio Municipal, Pavilhão Desportivo, Palácio da Justiça, etc. e, no sentido inverso, G.N.R., Espaço Feira, Parques de Estacionamento, Zona Industrial, Via Estruturante, etc.) grande parte do tráfego sem passar pelo centro da Vila. Porém, a que se perspectiva é, repito, um pernicioso disparate.
Cada técnico, cada arquitecto tem sempre uma opinião ou visão própria e diferente da de outro. Cabe-lhe emiti-la. Mas é aos autarcas que, sopesando tudo, cabe decidir, de acordo com os interesses do Município e dos munícipes. Por isso, e porque se está em tempo, é que ainda tenho esperança de que se pare para pensar e que o bom senso acabe por imperar.
 
Arouca

Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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