LUIS ALEXANDRE
 
Expor o passado
 
OPINIÃO | Peças arqueológicas como cunho de quem por cá passou há cerca de 2000 anos atrás
 
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Expor o passado é algo que se pode fazer através de diversos meios, sendo que várias pessoas e entidades têm-no feito, de forma assídua e eficaz, em Arouca. A mais recente ação deu-se no dia 7 de novembro, no Museu Municipal, com a abertura ao público de uma exposição arqueológica que retrata o período romano: "Arouca em Tempos Romanos". Desta forma, e ainda que temporária, o Museu Municipal exibe duas exposições dedicadas à arqueologia: uma pré-existente, associada ao período medieval, intitulada "No tempo dos Mouros", e a nova, abordando a época romana. Todavia, esta, não apenas por ser a mais recente, merece especial destaque. Pela primeira vez se expõe, no Arouca Geopark, as peças arqueológicas patentes na exposição, provenientes de diversos arqueossítios como os materiais do "Casal Romano da Malafaia"; uma epígrafe (lápide funerária) proveniente das intervenções arqueológicas na necrópole da Alvariça (Espiunca), ainda do tempo de D. Domingos de Pinho Brandão; materiais romanos oriundos do povoado de S. João de Valinhas (Santa Eulália), entre outras peças arqueológicas de incalculável valor histórico, procedentes de todo o território, e que se encontram agora expostas como cunho de quem por cá passou há cerca de 2000 anos atrás.
Ora, somando a este facto inédito o pormenor de congregar, num só espaço, peças arqueológicas tuteladas por várias entidades, envolvendo o Centro de Arqueologia de Arouca, o Centro de Interpretação Geológica de Canelas e a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, tornam-no, também, num esforço a saudar.
No entanto, há ainda, desse período e de outros, várias peças por expor e que aguardam semelhante sorte, vincando-se, agora, a necessidade de averiguar e monitorizar a movimentação de outras peças arqueológicas que se encontram em posse de privados, entre outros organismos, de modo a que, numa próxima oportunidade, se possa reunir novamente o variadíssimo espólio originário das estações
arqueológicas de Arouca, ou mesmo achados ocasionais, dando corpo a nova exposição. De frisar que este deverá, ou deveria ser, o destino de todo o património, móvel ou imóvel, ainda que de forma temporária. Como se costuma dizer, «olhar não tira pedaço», quando exposto de forma responsável e cuidada, e tão pouco as peças ganharão novo dono, sendo apenas cedidas, de forma temporária e por meio de protocolos lícitos, para uma exposição por tempo a determinar.
"Arouca em tempos romanos" estará patente no Museu Municipal de Arouca até dia 31 de dezembro de 2017, pelo que apelo à visitação da exposição por parte de todos os cidadãos Arouquenses, escolas, associações e outros grupos, sendo esta uma iniciativa inédita e efémera, cuja relevância é necessário reforçar para que se motive e gratifique o bom trabalho dos técnicos que lhe deram corpo, constituindo, penso eu, um desejo coletivo de todos os arouquenses para que prossigam com esta política patrimonial por longo período, existindo vários outros tempos do passado do Homem no Arouca Geopark por retratar, assim como diversas peças arqueológicas por expor.
Esta é uma iniciativa que assinala e dignifica o património Arouquenses e o papel da Arqueologia como ciência social que nos ajuda a identificar, compreender e preservar o património histórico-cultural, uma ciência sustentável que, desde 2015, tem estado em voga. Votos para que continue!
 
Arouca

Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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