JOSÉ CARLOS SILVA
 
Nem tudo são rosas
 
OPINIÃO | Para a maioria dos arouquenses, as três nomeações políticas foram motivo de grande orgulho
 
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Durante muito anos era comum afirmar-se à boca cheia que "Arouca não tinha peso político", quer a nível distrital, quer a nível nacional.
Essa expressão era recorrente na luta política arouquense e foi esgrimida por quase todas as forças político-partidárias. Aliás, várias vezes esse argumento foi utilizado para justificar o atraso e isolamento que o município de Arouca sofreu, sobretudo até à década de 90 do século passado.
Apesar do concelho de Arouca ser historicamente social-democrata, a verdade nua e crua é que só a partir do momento em que o país foi governado pelo PS, com início em Guterres, é que o município deu um salto qualitativo no seu desenvolvimento.
Todos se lembrarão que na década cavaquista, no primeiro boom dos fundos comunitários, Arouca, apesar da autarquia na altura ser da mesma cor partidária do governo, foi ano após ano esquecida pelo poder central. Certamente esta será uma das várias razões que levaram a que o PS em Arouca esteja no poder há mais de duas décadas, e por lá continue a caminho da terceira.
Actualmente a realidade é completamente diferente: Arouca, apesar das suas debilidades crónicas, apresenta-se como um concelho moderno, atractivo e fiel à sua matriz rural, o que nos dias de hoje é um valor acrescentado para qualquer município.
Se nos idos anos 80 e 90 Arouca não tinha "peso político", hoje a situação neste domínio é bastante diferente - Artur Neves é secretário de estado da Protecção Civil, Margarida Belém é vice-presidente da Área Metropolitana do Porto, e Francisco Ferreira assessor político de Neves no governo.
Esta realidade política era completamente impensável há alguns anos atrás e demonstra, acima de tudo, trabalho autárquico e político das estruturas que têm liderado os destinos da autarquia e dos socialistas locais. Não há outra forma de classificar esta meteórica ascensão política daqueles três autarcas arouquenses.
Julgo que, para a maioria dos arouquenses, aquelas três nomeações políticas foram motivo de grande orgulho. Afinal são arouquenses que têm estado ao serviço dos seus concidadãos, a quem foram reconhecidos atributos e competências para o exercício de cargos de relevo nacional.
Mas, como em tudo na vida, há o reverso da medalha. Ou recorrendo a uma expressão popular que
aqui ganha toda a propriedade, "nem tudo são rosas".
O grau de exigência vai aumentar substancialmente em relação à nova presidente da Câmara, bem como em relação a Artur Neves. Agora já não se poderão escudar na velha desculpa do "longínquo e inacessível Terreiro do Paço" para ultrapassar entraves de décadas. Os arouquenses não compreenderiam, por exemplo, novos e indesculpáveis atrasos para a finalização da Variante. Os arouquenses não compreenderiam que a nossa floresta continuasse à mercê de novos e trágicos incêndios. Os arouquenses não compreenderiam que não houvesse uma eficaz política de fixação de jovens quadros no nosso concelho para evitar a assustadora desertificação de muitas freguesias. Os arouquenses não compreenderiam que ainda haja muitos locais do concelho onde o saneamento é uma miragem. Os arouquenses não compreenderiam que o nosso ex-libris, o Convento de Arouca, se mantivesse subaproveitado como tem acontecido até aqui.
Muitos outros exemplos poderíamos enunciar. Mas os que referimos são suficientes para que os nossos actores políticos tenham bem presente que quanto maior é o reconhecimento público maior será o grau de exigência e a factura a pagar...
Os olhos da opinião pública e publicada nos próximos tempos, estão postos em Artur Neves e Margarida Belém.
 
Arouca

Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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