PEDRO QUARESMA
 
A vespa velutina ou asiática
 
OPINIÃO | Existem métodos para a sua destruição, como a aplicação de insecticida e incineração
 
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Desde o momento que chegou a Portugal, mais especificamente à zona norte em 2011, que a vespa velutina tem-se dispersado de uma forma surpreendente e massiva. A partir de Maio, tanto nas zonas urbanas como rurais, é possível observarem-se grandes ninhos com algumas centenas de vespas, localizados em árvores, a diferentes alturas, e estruturas construídas.
O principal impacto da vespa velutina é a predação das abelhas, constituindo uma ameaça à sustentabilidade da apicultura, com consequências negativas na produção de mel e outros produtos. Também a diminuição da polinização das plantas, como consequência indirecta da diminuição de
abelhas, se afigura como um problema a médio prazo. Não menos importante, se alerta o risco para as pessoas nos locais de ocorrência mais frequente da vespa velutina.
A vespa velutina é uma espécie diurna, tem um ciclo biológico anual, em que, ao contrário das abelhas, a rainha só vive um ano e as obreiras cerca de 55 dias. Os machos só nascem a partir de setembro e a sua principal função é a reprodução com as fundadoras (futuras rainhas). Apresentam a sua máxima actividade durante o verão, quando atacam em massa as colmeias.
Durante o inverno, as rainhas fundadoras hibernam foram do ninho, em especial em árvores, rochas ou no solo. Em fevereiro e março, as rainhas fundadoras que sobreviveram ao inverno abandonam o local onde hibernaram para fundarem a sua própria colónia. Em seguida, inicia-se a postura e nascem as obreiras dos ovos fecundados, altura em que se mudam para um segundo ninho (ninho secundário) construído em sítios altos, sendo as responsáveis pela alimentação das novas larvas, assim como da rainha. Com a saída das obreiras, o crescimento do ninho e da colónia é exponencial e é nesta fase que se intensifica o ataque a apiários.
A destruição dos ninhos da vespa velutina é da responsabilidade da câmara municipal da área onde esteja o ninho, ou de outra entidade que seja por si autorizada.
A destruição de qualquer ninho de vespa velutina deve ser realizada durante o período de menor actividade das vespas, ou seja, ao entardecer ou ao amanhecer, sendo que a preferência seria durante a noite. É extremamente importante evitar a saída de obreiras do ninho ou a destruição parcial do mesmo. No caso da rainha já não estar no ninho, as obreiras podem-se transformar em rainhas fundadoras e originarem novos ninhos.
É extremamente importante evitar a utilização de armas de fogo, como tenho visto em alguns locais, principalmente entre setembro e a primeira quinzena de novembro, uma vez que nesta época do ano existe um número significativo de fundadoras que se podem difundir muito mais rapidamente se o ninho for deficientemente destruído. O ideal será a destruição de qualquer ninho antes de setembro, pois nesta época do ano ainda não existem fundadoras devido à ausência de machos.
Em resultado da localização dos ninhos, da sua dimensão e da actividade das vespas existem vários métodos para a sua destruição, nomeadamente aplicação de insecticida e incineração. Nunca usar armas de fogos para a sua destruição, o efeito é precisamente o oposto e intensifica a formação de novos ninhos.
Pelo impacto da vespa velutina nas colmeias é urgente a tomada de medidas que sustentem a produção de mel, uma vez que a predação no exterior das colmeias inibe tanto a saída com a entrada das abelhas, com consequências directas do equilíbrio dos enxames.
As informações aqui escritas carecem de aprofundamento e de melhor operacionalização, pelo que no seminário do festival da castanha irá estar um técnico que vive diariamente este problema e que procurará traçar alguns caminhos e definir estratégias concretas para o combate à vespa velutina, com especial interesse para os apicultores.
Porque a informação não se esgota neste artigo, podem os leitores sempre endereçar questões para pquaresma.arouca@gmail.com.
 
Arouca

Terça, 21 de Novembro de 2017

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A Frase...

"Um apicultor tem que ter grande paixão pelas abelhas, mesmo depois de algumas picadas!"

António Azevedo, produtor de mel em Arouca, em entrevista ao RV

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