ARMANDO ZOLA
 
Candidatos à Câmara - sinais dos tempos
 
OPINIÃO | A atracção pela política, sobretudo entre os mais jovens e capacitados, esmoreceu
 
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No próximo dia 1 de Outubro, ocorrerão as décimas segundas eleições autárquicas depois do 25 de Abril.
Em Arouca, como aconteceu no resto do País, entre 1974 e fins de 1976, data da primeira dessas eleições, presidiu aos destinos do Município uma Comissão Administrativa nomeada, após consulta às forças políticas locais, pelo novo poder central saído da Revolução. Integraram essa Comissão, de início, o prof. José Soares Correia Belém, que presidia, Cândido Moreira Correia Brandão, ambos em representação do PS, Zeferino Duarte Brandão, pelo então PPD, e Celso Portugal Ferreira da Silva e José Vasco da Silva Correia, pelo MDP/CDE. Estes dois últimos estavam, na altura, ainda bem dentro da casa dos seus vinte anos e os três primeiros na dos trinta.
Em 12 de Dezembro de 1976, pouco mais de dois anos volvidos sobre a data da posse dessa Comissão, realizaram-se as primeiras eleições autárquicas verdadeiramente livres e democráticas. As primeiras, em toda a história de Portugal, realizadas por sufrágio directo, geral e universal.
Em Arouca, concorreram a essas eleições, encabeçando as respectivas listas à Câmara Municipal, os mesmos Zeferino Duarte Brandão, que viria a ser eleito Presidente, pelo PPD/PSD, e prof. José Soares Correia Belém, pelo PS, e ainda, pelo CDS, Camilo de Pinho Noites, que mediava, na altura, pela idade daqueles, e eu, ainda na casa dos meus vinte anos também, pela coligação FEPU, em representação do MDP/CDE.
Os anos passaram, os períodos eleitorais sucederam-se, o País, sobretudo o interior, envelheceu e despovoou-se, as aldeias, desde as mais recônditas, foram-se esvaziando de gente, sobretudo da mais jovem e robusta, e de vida, a descrença na política cresceu, a atracção por ela, sobretudo entre os mais jovens e capacitados, esmoreceu.
Em Arouca, apesar de tudo isso, o tempo não parou. Emergiram nela radiosos centros de vida e de esperança. De vida, apesar de todos os desequilíbrios, incomensuravelmente melhor que a de 24 de Abril. De esperança, aí onde há vida e juventude, de ainda melhores dias. Mas, apesar dessa pletora de vida e esperança, são inúmeros, também entre nós, não bastassem já os problemas atrás enunciados, os evidentes reflexos destes: por exemplo, à Presidência da Câmara já não concorrem jovens na casa dos vinte ou trinta anos. O mais novo dos actuais candidatos aproxima-se já do meio século de vida e os demais ou são já sexagenários ou percorrem o último lustro antes de o serem. Não que isso seja um mal em si: a sabedoria, a experiência, a maturidade, a ponderação, a segurança dos menos jovens são indispensáveis. Mas, e esse é o mal, mingua a criatividade, a irreverência, a insubmissão, a capacidade
de sonhar, de romper fronteiras, de vencer os impossíveis, de cavalgar a utopia, apanágios dos mais jovens, que são imprescindíveis também.
Que, no nosso caso, perante a imposição dos factos, se consigam exponenciar os predicados daqueles, minimizando a falta dos destes, para que, apesar de todas as vicissitudes e adversidades, Arouca possa, com toda a convicção e determinação, e sem hiatos, nem intoleráveis dislates e de modo sempre renovado, continuar a caminhada!
 
Arouca

Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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