CÁTIA CARDOSO
 
Sobre este Setembro
 
OPINIÃO | Os arouquenses dedicam-se sempre de corpo e alma a tudo o que fazem
 
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Muito se poderia escrever sobre este setembro. Um setembro de festas, de política, de muita agitação nesta vila. Passemos, por isso, um olhar (in)constante por alguns dos tópicos dos quais se poderiam escrever colunas inteiras.
• Arouca Film Festival - De 13 a 17 de setembro, Arouca volta a ser a vila do cinema. O Festival Internacional conta este ano com 61 filmes de 11 países em competição, além de workshops, tertúlias e atividades diversas. Há 15 anos que Arouca celebra o cinema e a cultura. No ano passado, acresceu um dia ao festival e este ano acresceu outro, prova viva de que Arouca merece a festa do cinema e a festa do cinema merece Arouca.
O Arouca Film Festival é um evento preparado minuciosa e carinhosamente por pessoas que gostam do cinema, da cultura e, principalmente, de Arouca. Sou suspeita. O certo é que, sendo um festival internacional, é mais um meio de levar o nome de Arouca pelo mundo fora. E só isso é já motivo para deixar qualquer arouquense satisfeito. A própria vila e as paisagens que a envolvem fazem deste município um lugar cinematográfico, onde receber cinema é fácil e aprazível. Serão certamente 5 dias repletos de magia, boa disposição, convívio e positividade, caraterísticas que têm acompanhado o evento ao longo das suas 15 edições. Qualquer arouquense se pode orgulhar, todos os dias - e nestes ainda mais - da sua terra.
• Feira das Colheitas - É importante que nunca se deixe passar em branco esta celebração pela relevância que tem na região. 73 anos é muito tempo - pelo menos, para uma jovem de 20. Hoje, ao contrário de outros tempos, acredito que se viva mais a diversão e menos a essência da festa. Até porque, hoje, as colheitas são menos. A agricultura já não é vivida como há 73 anos atrás. E esta é, claro, uma celebração de um dos pontos mais altos da agricultura. O momento de colher o que se plantou. Hoje, semeia-se menos e consequentemente também se colhe menos. A festa cresce noutros parâmetros. Contudo, continua a orgulhar-nos. São 4 dias em que nos parece não existir mais sítio nenhum do mundo. E se num desses 4 dias não estamos ali, é como se estivéssemos deslocados do planeta. E isso diz tudo sobre o impacto do evento nas gentes da terra. Por isso, este ano, tal como nos outros, aproveitemos para recordar tempos do século passado e para conhecer melhor os tempos atuais. A essência desta festa é, no fundo, o espírito dos arouquenses. Aquela ânsia que têm pelo último fim-de-semana de setembro, aquela vontade de estar ali, entre exposições, feiras e diversões, aquele sentimento de orgulho por verem tanta gente visitarem a sua terra - e gostarem. Esse espírito não mudou em 73 anos, apenas se engrandeceu.
• Eleições autárquicas - Dia 1 de outubro os arouquenses serão, como os cidadãos de todo o país, chamados a cumprir o seu direito de voto, que é também, como sabemos, um dever. É importante que se tenha essa consciência - já todos deviam ter, mas ainda não têm. Embora se possa não gostar de grande parte das medidas políticas e até não se simpatizar com os seus atores, sabemos que precisamos da política para viver em sociedade. Precisamos de uma sociedade com regras, e com pessoas disponíveis a lutar pelo bem comum. O desinteresse político da sociedade deve preocupar todos. Aqui, poderia escrever sobre esta e aquela candidatura, apontando críticas, tecendo elogios. Aquilo que verdadeiramente me pode orgulhar é ver derrotada a abstenção, em números tão pequenos quanto seja possível. Essa será, para mim enquanto arouquense e enquanto cidadã, a minha vitória. Por isso, caros arouquenses, conheçam nestes próximos dias os projetos das candidaturas das vossas freguesias e do município, ousem fazer sugestões aos mesmos. Há poderes que são sempre maiores do que parecem. O poder da palavra, o poder do voto. No primeiro dia de outubro, não nos excluamos da sociedade. No fundo, não se acrescenta aqui nada de novo, apenas se reforça aquele que é o maior direito e dever de um cidadão.
Escritas estas notas sobre alguns pontos deste setembro, resta usufruir de cada um. A vila vai estar agitada, exemplo de uma vivacidade que em Arouca é sempre uma constante. Os arouquenses dedicam-se sempre de corpo e alma a tudo o que fazem. São pessoas empenhadas e muito dedicadas à sua terra. Assim, é bonito de ser ver.

(texto publicado na edição impressa do RODA VIVA jornal de 2017.09.14)

 
Arouca

Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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