PEDRO SOUSA
 
Tinha que ser
 
OPINIÃO | Arouca não se pode dar ao luxo do experimentalismo na gestão de uma Câmara Municipal
 
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Este é o meu ultimo artigo no RODA VIVA antes das eleições autárquicas que aí vêm e, por isso, é impossível fugir a essa questão. Até porque a escolha colocada aos arouquenses é determinante para o futuro de Arouca.
Na senda de quem pode ganhar as eleições para a Câmara Municipal, e considerando o histórico das votações, temos duas candidaturas que são totalmente diferentes e cuja vitória terá impactos significativamente dispares no futuro de Arouca.
A candidatura de Margarida Belém apresenta-se com uma equipa renovada, mas mantendo pessoas com experiência em gestão de dossiers da Câmara Municipal. Quer a cabeça de lista quer o candidato a vereador Albino Cardoso, garantem uma linha de continuação das políticas que têm vindo a ser seguidas com o sucesso visível que todos reconhecem a Arouca. A entrada de António Brandão Tavares e de
Fernanda Oliveira, trazem a novidade principal ao executivo, e com eles, com certeza, outra forma de
avaliar e concretizar políticas municipais.
Com a equipa do Partido Socialista, liderada por Margarida Belém, há uma certeza: a linha de crescimento, de notoriedade, de melhoria das condições de vida dos arouquenses mantém-se, porque esta é uma candidatura que continua o "legado" de dois extraordinários Presidentes de Câmara que Arouca teve: Armando Zola e Artur Neves. Não é por acaso que quer um quer outro, são conhecidos apoiantes (e um deles candidato) das listas do Partido Socialista.
Uma avaliação a um enormíssimo número de candidatos vencedores no país todo, demonstrará que são muitos aqueles que antes de se candidataram tiveram a vontade de passar por ser vereador, seja do partido que lidera a Câmara, seja da oposição. Porque isso é sempre uma forma de ganhar experiência, de conhecer dossiers, de conhecer processos de decisão e os "meandros" da forma como uma Câmara deve ser gerida.
O PSD decidiu que devia candidatar elementos sem nenhuma experiência em gestão de uma Câmara Municipal, nem mesmo como vereador, tendo até se dado ao luxo de dispensar ambos os vereadores que defenderam a posição social-democrata neste mandato. Pessoas que, de acordo com o PSD, eram reputadíssimas e excelentes elementos para defender Arouca, deixaram de interessar no momento em que, inclusive, tinham adquirido mais experiência.
Já aqui escrevi a deceção que é para mim, habituado a acompanhar campanhas desde o primeiro mandato de Armando Zola, a forma como a coligação decidiu inventar realidades para ganhar eleições. Não estava acostumado a ter direções do PSD (e CDS, neste caso) que, no fundo, não estivessem
muito preocupadas com a verdade, ou com informação sustentada para fazer debate político. Novas gerações, novos métodos. Maus, na minha opinião, e não muito dignificadores do debate.
Vimos o PSD inventar número de desempregados, vimos ocultar dados positivos sobre Arouca,
vimos criar uma realidade de pobrezinhos e coitadinhos no nosso concelho. E se há coisa que nós não somos é coitadinhos.
Arouca é uma terra orgulhosa das suas raízes mas também, e muito, das suas conquistas. Da sua visibilidade. Das suas condições no desporto, na educação e na área social. Orgulhosa de já ter sido referida como exemplo, no Anuário dos Municípios Portugueses, patrocinado pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas e o Tribunal de Contas. Orgulhosa de ter infraestruturas que ganham prémios mundiais. Orgulhosa de ter filhos da terra em destaque em várias áreas, do desporto à medicina. De ter Bandas de Música que são referenciadas pela qualidade. Orgulhosa de organizar uma agenda cultural intensa, tão intensa que uma vez um elemento do PSD disse que em Arouca se realizava tanta coisa que daqui a pouco dava vontade de "ir descansar para o Porto". E muito mais...
Esta realidade de Arouca tem de ser defendida por quem nos vê como verdadeiramente somos: um município pujante onde, por exemplo, o desemprego é baixo, as exportações sobem de forma consistente, as empresas são lideradas por empresários corajosos que não choram aos cantos com
as dificuldades, onde o rendimento das pessoas se tem aproximado da média do país, que aposta num setor que todo o país reconhece como fundamental, que tem estruturas de solidariedade social de grande cobertura, com equipamentos desportivos em todas as freguesias, entre muito mais.
Mas a satisfação com o que está feito, não nos deve deslumbrar e fazer perder de vista o que falta fazer. E quem o pode fazer melhor, é quem conhece de perto a realidade do município e da sua gestão.
Arouca não se pode dar ao luxo do experimentalismo na gestão de uma Câmara Municipal. Por muito competente que esse experimentalismo pareça no Facebook e nos constantes comunicados na imprensa, a maioria sem nada de novo. O patamar a que Arouca já chegou faz disso um risco demasiado elevado.
 
Arouca

Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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