ARMANDO ZOLA
 
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OPINIÃO | Não esquecer de promover o sector do turismo de luxo que Arouca ainda não tem
 
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A CÂMARA MUNICIPAL (CMA) deu a público, há alguns dias, a notícia da abertura, na freguesia de Moldes, "de uma via de ligação da Estrada Regional 326 ao cemitério."
Interessante e justificada a alusão, no texto, à "Estrada Regional 326", que é, no caso, a que liga a Portela de Moldes a Bordonhos, São Pedro do Sul, conforme o Plano Rodoviário Nacional. Interessante e justificada a designação, mas menos interessante e justificada a abertura, nas condições em que o é, da nova "via de ligação". Estivesse a "Estrada Regional" construída oficialmente classificada como tal e, por certo, essa ligação não teria sido autorizada.
O troço da "Estrada Regional 326", entre Bustelo e a Portela de Moldes, não atravessa qualquer localidade, nem tem quaisquer constrangimentos laterais. É feito, por isso, normalmente, a velocidades relativamente elevadas, permitidas nessas circunstâncias. A nova via de ligação, em fase de abertura, entronca, ao fundo da maior recta que esse troço da Estrada tem, precisamente a meio da curva, de muito reduzida visibilidade, que a essa recta se segue. Adivinha-se assim o índice de perigo, para quem por ali transite, que resultará do novo entroncamento.
Melhor teria sido fazer, no espaço ocupado por essa via de ligação, uma curta alameda pedonal, do tipo, por exemplo, da que liga o Palácio da Justiça ao fundo do Parque do Milénio, se bem que mais estreita, com maior inclinação e lanços de escadaria mais prolongados. Desse modo se incentivaria o estacionamento cómodo e seguro na berma da "Estrada Regional", suficientemente larga para o efeito, e o acesso pedonal, de curtas centenas de metros, cómodo e em segurança também, à igreja e ao cemitério, em dias de festa e de maior afluxo de pessoas. Esse sim, por certo, um "arranjo urbanístico" que, além do mais, evitaria a perigosidade do entroncamento, as muito íngremes inclinações, para o trânsito rodoviário, junto ao cemitério, e, em boa medida, poderia evitar, nesse local, tão impactantes desaterros, em saibro mole, sempre perigosos também.

OS PASSADIÇOS foram, repito-o uma vez mais, um projecto e uma obra extraordinariamente bem sucedidos. Surpresa para todos. Surpresa, inclusive, para quem, em boa hora, os pensou e para quem, igualmente em boa hora, os decidiu e executou. Mas, agora há que evitar, quando, sobre o próprio futebol profissional local, desabou ribombante silêncio, que esse sucesso possa emergir, cada vez mais, como eucalipto em floresta, secando tudo em seu redor. Fora de Arouca, Arouca é, cada vez mais, só "passadiços". E então o mais, o muito mais, mesmo na área do turismo, que há em Arouca e mais ninguém tem, e todos parecem esquecer: os trilhos, os outros trilhos ou percursos, seculares alguns, tão desprezados, o mosteiro, irrepetível como obra em granito, a talha dourada da sua igreja, o seu museu, único como recheio conventual, o seu órgão e cadeiral, tão raros, o mausoléu da Rainha Santa, o deslumbrante planalto da Freita, as praias fluviais do Paiva e do Caima, os desportos radicais, sobretudo os pluviais, as vistas magníficas, tão esquecidas, sobre o Porto e o Douro, do Marco dos Quatro Concelhos, e as do alto da Sr.ª da Mó, agora com encostas tão tristes, acinzentadas, abandonadas, as inigualáveis trilobites, esse enorme maciço granítico, monumento raro, o Calvário, que os séculos não derrubaram, mas agora a erva quer ocultar, as pedras parideiras, essas lembradas, a imponente Frecha da Mizarela, tão cantada e invejada?!
Continuemos a acarinhar e a promover os passadiços, pelo que são e estão a trazer a Arouca, mas aproveitemos a sua boa onda e a percepção generalizada, fora, "de que Portugal é hoje um dos melhores sítios para se estar e aproveitar", para acarinhar, qualificar e promover tudo o mais que, de bom, Arouca é e tem!
E, já agora, sem esquecer o sector do turismo de luxo - o mais rentável e que mais cresce em Portugal - que Arouca ainda não tem, mas tem condições para promover e poder ter!

 
Arouca

Sexta, 17 de Novembro de 2017

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"Um apicultor tem que ter grande paixão pelas abelhas, mesmo depois de algumas picadas!"

António Azevedo, produtor de mel em Arouca, em entrevista ao RV

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