PEDRO QUARESMA
 
Castanheiro, a vespa das galhas
 
OPINIÃO | O controle biológico é o único método eficaz contra a praga
 
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Num mundo globalizado, em que praticamente não existem fronteiras, não existe controlo da entrada de produtos do exterior, as pragas e doenças assumem-se como uma séria ameaça ao sector agro-florestal. A mais recente, mas não a última, com impacto visível num dos mais pujantes produtos de Portugal é a vespa das galhas do castanheiro. A circulação de plantas ou parte de plantas de castanheiro foi a forma de introdução da praga no nosso País. A praga pode circular no interior dos gomos dos castanheiros sem que seja visível.
Há mais de três anos que esta praga marca presença em território arouquense, apesar de ser em 2017 que o impacto mais tem assustado os agricultores. Erradamente designada de vespa, não se trata mais do que uma pequena mosca, sem semelhanças com as vespas a que estamos habituados. Não
tem comparação possível, nem se trata da vespa asiática.
Trata-se quase da praga perfeita, devido a uma série de factos que dificultam o seu controle e combate.
Desde logo, o facto de ter todo o seu desenvolvimento até à fase adulta dentro de uma galha impossibilita
qualquer tipo de controle químico. Não existe qualquer insecticida que tenha algum efeito no controle da vespa da galha. Quando em qualquer estabelecimento comercial aconselharem um produto químico estão a prestar um péssimo serviço ao agricultor e ao ambiente. Ao erradamente aplicarmos insecticida poderemos estar a destruir todos os insectos, até mesmo a mosca parasitoide que estamos a largar, e não estarmos a ter qualquer impacto na diminuição da praga.
Outro facto curioso é que nesta praga só existem fêmeas, ou seja, nunca foram identificados machos. Esta particularidade também dificulta um eventual método de controle que se usa nos pomares agrícolas.
Desta forma, e aqui chegados, o controle biológico é o único método eficaz para, a médio/longo prazo, conseguirmos estabilizar a infestação da praga. Este meio de luta é feito através da largada de uma mosca parasitoide que vai depositar os ovos na vespa das galhas e assim controlar a população da praga. Estas largadas já estão a ser efectuadas desde o momento em que foi detectada a praga em Arouca.
No entanto, como se trata de um meio de luta em que os resultados não são imediatos, terá de haver uma subida da população de mosca parasitoide para conseguir controlar a vespa das galhas.
A vespa das galhas terá impacto ao nível da produção e do crescimento, uma vez que o desenvolvimento se dá nos gomos que serviriam para a emissão de novos ramos ou para a produção de ouriços. É a partir de Abril que se observa a formação de galhas nos ramos mais jovens e nas nervuras, passando de uma cor esverdeada para mais rosada. Após a saída da vespa do interior das galhas, estas secam e podem ficar agarradas às árvores durante dois anos. Só em casos muito raros poderá ser impacto na sobrevivência do castanheiro.
Enquanto não existir uma estabilização da praga da vespa das galhas é de esperar que a produção de castanha diminua, tendo impacto directo no rendimento dos agricultores.
Não existe perigo de dispersão da praga através da circulação da castanha, da madeira ou de embalagens, devido à ausência de gomos e folhas para a postura da vespa das galhas do castanheiro.
Sr. agricultor ou proprietário, não aplique qualquer tipo de insecticida porque não vai ter efeito no controle da vespa das galhas do castanheiro.
Porque a informação não se esgota neste artigo, os leitores que desejem aprofundar alguns aspectos podem endereçar as questões através do correio electrónico: pquaresma.arouca@gmail.com.
 
Arouca

Sábado, 22 de Julho de 2017

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