JOSÉ CARLOS SILVA
 
Renascer das cinzas
 
OPINIÃO | A queda de divisão ainda não está totalmente digerida
 
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Foi um choque! Um choque muito duro, porque ninguém esperava tal desfecho. Depois de quatro anos de glória, o tombo foi ainda mais doloroso. Estou a falar, naturalmente, da descida de divisão do Futebol Clube de Arouca.
A época prometia ser radiosa com a surpreendente participação do clube na Liga Europa, mas à semelhança de outros clubes que passaram por experiência similar, a temporada europeia acabaria por se tornar traumática.
Quem gosta de futebol e sente o clube desde os tempos memoráveis dos escalões distritais, a queda de divisão ainda não está totalmente digerida. Mas agora interessa olhar para o futuro sem esquecer, naturalmente, o passado e aprender com os erros cometidos.
O FCA vai ter eleições durante este mês e a nova equipa directiva deve partir com espírito renovado e reformista.
Não podemos esquecer que o clube é um dos grandes embaixadores do município no exterior, e juntamente com os Passadiços, deu grande notoriedade e prestígio ao concelho nos últimos anos, colocando-o num patamar que poucos ousavam pensar que seria atingível.
Falar do clube é falar de Carlos Pinho, o timoneiro, que graças à sua inquestionável paixão elevou-o aos patamares mais elevados do futebol português e europeu.
Mas, Carlos Pinho, também é sobejamente conhecido pela sua maneira de ser muito sui generis, que tanto desperta grandes paixões, como o seu oposto, grandes ódios. Aliás, nos últimos tempos, julgo que
despertou mais anti-corpos dentro e fora de Arouca, com consequências negativas para o clube.
Para além disso, o clube fechou-se sobre si próprio, e sobre o núcleo familiar e empresarial do presidente, o que levou a um crescente divórcio dos adeptos em relação à vida do FCA. Ainda recentemente, o jornal
Público publicava uma grande reportagem sobre o final da época futebolística e o FCA era, de todos os clubes da Primeira Liga, aquele que teve a média mais baixa de assistência de adeptos ao longo da temporada.
Mas agora, passada a ressaca da descida, interessa olhar para o futuro, e já hoje o FCA tem ao seu dispor um conjunto de infraestruturas, e que vão melhorar ainda mais a breve trecho, com a finalização da obra do campo de treinos, capaz de ombrear com os chamados clubes de média dimensão.
Todavia, também é fundamental voltar a renascer a velha mística arouquense: os sócios, adeptos ou meros simpatizantes têm de sentir que o clube também é seu. O denominado "sentimento de pertença",
muito importante nestas instituições onde o fervor e o amor clubístico são pedras basilares para o sucesso de qualquer agremiação desportiva.
É também crucial cativar novamente os jovens para a vida do clube e, através de campanhas de marketing e publicidade, procurar trazer as empresas locais para dentro da instituição. Todos ficam a ganhar e o clube cresce e engrandece de forma sustentada.
Tal como na vida, às vezes é necessário dar um passo atrás para depois dar dois em frente. O FCA deu este ano um passo atrás!

(texto publicado na edição impressa do RODA VIVA jornal de 2017.06.15)
 
Arouca

Sexta, 17 de Novembro de 2017

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"Um apicultor tem que ter grande paixão pelas abelhas, mesmo depois de algumas picadas!"

António Azevedo, produtor de mel em Arouca, em entrevista ao RV

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