CÁTIA CARDOSO
 
Política no feminino
 
OPINIÃO | Para se ser o primeiro - ou primeira - seja lá no que for, é sempre precisa coragem
 
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Não é segredo nenhum que foram precisas lutas atrás de lutas para que a mulher alcançasse os seus direitos. Não é segredo nenhum que foi um percurso difícil e penoso para aquelas que lutaram pela participação da mulher na vida política de um país. Conseguiram, diz-se. Desde há algumas décadas - e festejamo-lo ainda no mês passado - que somos livres. Que as mulheres são livres e iguais. A questão que se coloca, então, é: porque é que apenas em 2017 surge uma mulher como candidata à Câmara Municipal de Arouca?
Para se ser o primeiro - ou primeira - seja lá no que for, é sempre precisa coragem, uma ousadia que deve, desde logo, ser louvada. Por mais que digam que a mulher tem iguais direitos e deveres, na política, é notória a sua pouca presença. Esta é, creio, uma questão, mais que tudo, sociológica. A sociedade diz-nos, desde pequenas, o que é que devemos e não devemos gostar. Podemos gostar de bonecas e de moda, mas o futebol e a política não são para nós.
E os números não deixam mentir. No ano passado, um estudo do Expresso mostrou que entre 1974 e 2015 apenas 7,5% das nomeações para o cargo de ministro correspondiam a mulheres, contra 92,5% de ministros homens. Em 41 anos de democracia, foi o Governo de António Costa que bateu os recordes de mulheres no governo. Contudo, a percentagem de mulheres não ultrapassou os 32,8% contra os 66,2% de homens, segundo a mesma fonte.
Já no que diz respeito às autarquias, uma notícia de outubro de 2016 do Jornal de Notícias avança que, das 308 Câmaras Municipais do país, apenas 23 são lideradas por mulheres, um número que não alcança os 7,5 pontos percentuais.
As estatísticas são preocupantes. Afinal, a igualdade de género é um processo muito lento, e a liberdade não se desenrola à mesma velocidade em todas os setores.
Arouca ter uma mulher na liderança é um daqueles pequenos grandes contributos para a inversão deste panorama. Mas, porque ser mulher também não é tudo, o melhor mesmo é a possibilidade de Arouca ter à sua frente, provavelmente, a mulher que, atualmente, melhor conhece este território, as suas necessidades e as suas potencialidades.
Neste caso, acredito que o género da candidata do Partido Socialista é apenas a cereja no topo do bolo. Mas uma coisa é certa: Arouca merece uma pessoa destemida, dedicada e com a ousadia de ser a primeira em alguma coisa. Pois quem assim é, também leva os outros - neste caso o município e os arouquenses - a serem os primeiros - como já tem acontecido, desde há 24 anos, com estruturas e projetos que hoje nos orgulham a todos.
 
Arouca

Segunda, 18 de Dezembro de 2017

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