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Arouquense Clara Santos campeã da Europa por Portugal
 
Clara Santos
ENTREVISTA | Ensinamentos do kung-fu? «A noção de que é necessário tempo, trabalho, dedicação e concentração para atingir objectivos»
 
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Quatro praticantes arouquenses de artes marciais, António Martingo, Clara Santos, Inês Carvalho e Miguel Azevedo integraram a selecção portuguesa, sob a égide da Federação Portuguesa de Artes Marciais Chinesas - UPD, no 5º Campeonato Europeu de Wushu Tradicional, que se realizou de 24 de Abril a 2 de Maio, no "Moscow Wushu Palace" de Moscovo, na Rússia.
Clara Santos conquistou o título de Campeã da Europa de Kung Fu Tradicional, ao vencer uma medalha de ouro na categoria de Punhos. Obteve ainda o 6º lugar na categoria de armas curtas e o 6º lugar em armas duplas. RODA VIVA ouviu a nova campeã.

O que sentiu quando subiu ao pódio para receber a medalha de ouro e ouvir o hino nacional?
Um enorme orgulho por estar a representar Portugal e poder levar a bandeira ao lugar mais alto do pódio. Foi um momento emocionante que vou recordar para sempre. Senti-me muito feliz e realizada. Senti também gratidão a todos os que tornaram possível aquele momento.

Esperava alcançar tal feito?
Sinceramente, não. Treinei e preparei-me para esta competição da melhor forma que consegui, contudo sabia que o campeonato era muito competitivo e que seria difícil conseguir um lugar no pódio. Competi no meu primeiro e último campeonato europeu como sénior (18-35 anos) e, estando no limiar de uma categoria, sabia que a competição iria ser muito forte. O meu objectivo sempre foi fazer o melhor que conseguisse, e claro, se possível arrecadar uma medalha.

Como surgiu a paixão pelo kung-fu?
A paixão pelo kung-fu já tem muitos anos. Quando era criança o meu pai tinha um filme de kung-fu, em VHS, onde várias crianças praticavam artes marciais, e eu vi aquele filme dezenas de vezes. Gostava de ver os movimentos, a agilidade deles. Gostava também de ver os filmes do Bruce Lee que passavam na televisão. Aos 12 anos queria começar a treinar kung-fu na escola de Arouca da Associação de Choy Lee Fat, que é a associação a que pertenço actualmente, mas não foi possível. Na altura começou a treinar o meu irmão e ia acompanhando as competições que ele participava. Contudo a paixão manteve-se e, aos 27 anos, em 2011, quando já tinha a minha vida mais estabilizada decidi, finalmente, começar a treinar.

Para além da prática desportiva, que outros ensinamentos retira da modalidade?
São vários os ensinamentos que podemos retirar da modalidade e transpor para o nosso dia-a-dia, nomeadamente a disciplina, o respeito pela hierarquia, colegas, treinadores e adversários. Outro ensinamento muito importante é a noção de que é necessário tempo, trabalho, dedicação, concentração para se conseguir atingir um objectivo, neste caso, aprender artes marciais. No meu caso a prática de artes marciais traz-me tranquilidade, ajuda-me a libertar o stress e ainda é uma grande ajuda ao nível da postura corporal.

Que papel desempenha o seu treinador e colegas no seu sucesso desportivo?
Os meus mestres e treinadores Miguel Carvalho e Jorge Teixeira têm um papel fundamental no meu sucesso desportivo. Para além de me ensinarem tudo o que sei ao nível das artes marciais, motivam-me a ser cada vez melhor, estando sempre disponíveis para me ajudar a crescer enquanto atleta. Puxam por mim, desafiam-me e transmitem-me confiança. Se estou na competição a eles o devo, dado que inicialmente o meu objectivo era só treinar. Eles é que me desafiaram a entrar em competições. A eles muito obrigada. Quanto aos colegas de treino, são também fundamentais. O treino conjunto, a troca de ideias, a cooperação e preparação das provas, o sentimento de pertencer a um grupo unido e diversificado, é algo que enriquece todo o processo de aprendizagem. De entre os colegas um especial obrigado ao Miguel Azevedo, que sempre foi uma inspiração para mim, enquanto atleta, pela sua dedicação, empenho e entrega na prática de artes marciais, à Inês Carvalho e ao António Martingo, que também estiveram a competir na Rússia. Foram muito importantes, pelo companheirismo e pelos treinos conjuntos que foram enriquecedores para a preparação do campeonato da Europa.

Depois do Miguel Azevedo, surge agora em grande destaque no kung-fu arouquense e nacional. Qual é a sensação?
É uma sensação muito boa saber que a modalidade que praticamos, as artes marciais chinesas, tem mais destaque, pelos resultados que vamos obtendo. É um desporto muito completo e que muitas pessoas não conhecem muito bem, embora a sua prática já exista em Arouca há mais de 25 anos e com muitos títulos alcançados. Tenho orgulho do que alcancei, mas a sensação que tenho é que há muito a melhorar, a trabalhar e a aprender e que os treinos têm de continuar.

Como é o plano de treinos? Tem alguns cuidados alimentares ou outros?
Treino duas vezes por semana no Complexo Municipal de Arouca, nas aulas de Choy Lee Fut, cujo treinador responsável é o Miguel Carvalho. Sempre que possível vou complementando o treino com corrida. Quanto à alimentação tento seguir uma alimentação equilibrada e saudável. Para a preparação do campeonato dediquei mais algum tempo aos treinos, na medida do possível, dado que é necessário conciliar com a vida familiar e profissional.

Que mensagem gostaria de deixar aos arouquenses neste importante momento da tua carreira como praticante de artes marciais?
A mensagem principal é: lutem pelos vossos sonhos, nunca é tarde para se fazer o que se gosta. Com treino, dedicação e apoio podemos surpreender-nos e ir mais além do que imaginaríamos. Aproveito ainda para agradecer todo o apoio que recebemos antes, durante e após o campeonato da Europa, dos patrocinadores, treinadores, colegas, família, amigos e apoiantes. Queria dar um agradecimento especial à minha filha, marido, pais e sogros. 2019-06-03

 
Arouca

Segunda, 17 de Junho de 2019

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