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CRISE FCA: Presidente da Assembleia Geral responde
 
José Luis Silva e José Américo Quaresma na conferência de imprensa
José Luís Silva acredita numa solução viável e encara como prioritária a sustentabilidade do clube
 
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Consumada a demissão em bloco da direcção e dos administradores da sociedade desportiva do FC Arouca, a 'batata quente' está agora nas mãos dos elementos da Assembleia Geral (AG), que terão de viabilizar os procedimentos necessários para um regresso do clube à normalidade institucional e competitiva. Acompanhado, na conferência de imprensa de 25 de Maio, por José Américo Quaresma [vice-presidente da mesa da AG], o presidente da AG, José Luís Silva, disponibilizou-se a responder ainda a várias questões respeitantes ao actual momento conturbado vivido pelo clube.

Cumprir os estatutos e fazer eleições em 29 de Junho

"O FC Arouca neste momento encontra-se numa situação de ausência de direcção e de gestores da SDUQ e é nossa intenção diligenciar no sentido de correr o processo para que o FC Arouca consiga encontrar soluções para poder inscrever-se no Campeonato de Portugal (CdP) na próxima época e poder manter minimamente o equilíbrio e a sustentabilidade" referiu. "Como membros da mesa, vamos diligenciar no sentido do que os estatutos prevêem e marcar as respectivas assembleias gerais", esclareceu, sendo que o novo acto eleitoral terá lugar em 29 de Junho.

Um PER no lugar da insolvência

O dirigente da AG voltou a afirmar que o pedido de insolvência nunca esteve nos planos da direção. "Tenho estado em contacto com elementos da direcção, já reuni com eles também, e nunca em qualquer momento esteve em cima da mesa o pedido de insolvência. A comunicação social é que passou essa informação para o público sem motivo aparente." No lugar da insolvência, "é natural que nesta fase o FC Arouca pense seriamente num processo especial de revitalização (PER) para recuperar e equilibrar minimamente a sua contabilidade", perspectiva o líder da AG, para quem as recentes descidas de divisão foram duros reveses que trouxeram um ónus muito acrescido em termos financeiros para o clube. "Neste momento, o FC Arouca terá de pensar seriamente na sua sustentabilidade, acima de tudo. Este é o objectivo principal nesta fase. E que o clube compita no CdP, mantendo contas rigorosas e sustentáveis.", priorizou o dirigente. "O FC Arouca tem contratos com jogadores que terão uma duração de mais algum tempo com vencimentos de certa forma elevados para a realidade do CdP. São estas e outras situações contratuais que estão a ser tratadas.", esclareceu José Luís Silva.

Nível do passivo está por apurar

Questionado sobre uma eventual subida no passivo vindo da época anterior, o presidente da AG anunciou não poder dar resposta fundamentada sobre esse assunto. "Eu não faço parte da direcção. O orçamento desta época [2018/2019] foi aprovado. As contas desta época ainda não foram apresentadas e aprovadas. Portanto, não sei se há ou não um aumento em relação a esse passivo."
Comunicação injusta para com Carlos Pinho
Depois dos êxitos que a liderança de Carlos Pinho conseguiu desde 2006, José Luís Silva lamenta a forma como as últimas incidências do clube foram tratadas publicamente. "Acho que houve muita comunicação social foi injusta para com Carlos Pinho, o que veio agravar a sua desmotivação. Não podemos retirar-lhe o mérito que teve." O representante dos sócios aponta para a confiança no futuro: "Neste momento não podemos estar a olhar para trás, temos de olhar para o presente e olhar para o futuro, resolver tendo em conta as melhores soluções para o clube e para a sua sustentabilidade."

União contra a crise

"O FC Arouca já teve tempos bons na sua história e também momentos difíceis e sempre conseguiu dar a volta por cima. Este é um momento difícil e por isso é preciso que haja união dos arouquenses e que se envolvam no clube. Estou convencido que não vão faltar pessoas que se envolverão neste processo e que apoiarão a futura direcção. Estou convencido que com maior ou menor dificuldade o FC Arouca conseguirá reequilibrar-se.", perspectivou o dirigente.

O FC Arouca não é o pior dos clubes

Em defesa do emblema arouquense, o presidente da AG criticou que o clube seja metido no mesmo saco que outros. "Neste processo que o FC Arouca está a passar nos últimos tempos, até parece que o FC Arouca se tornou no pior clube em termos de dívidas do país. Há muitos clubes do futebol profissional em pior situação que o FC Arouca, há clubes com muito mais meses de salários em atraso. O FC Arouca tem tudo regular com a segurança social e a nível de impostos também. A situação é difícil mas pode ser ultrapassada desde que haja estratégias para manter um equilíbrio sustentável. O FC Arouca não é um clube tão mau como alguma imprensa quis passar nos últimos tempos.", defendeu o dirigente associativo. 2019-05-26 MMS/RV

 
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Domingo, 05 de Julho de 2020

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"Não é fácil reerguer o FC Arouca"

José Luís Alves, presidente AG do FCA, durante a última Assembleia Geral do clube

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