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Ensino profissional: alunos arouquenses crescem na Europa
 
Estagiaram nas cidades de Málaga (Espanha), Rimini (Itália) e Cork (Irlanda) um total de 15 alunos
 
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Aprender na Europa é desde há um mês o destino de 15 alunos arouquenses participantes na primeira fase de mobilidade no âmbito do Projecto Erasmus + Learn@Europe KA102, a que o Agrupamento de Escolas de Arouca (AEA), no quadro do seu ensino profissional, se candidatou a fim de proporcionar a alunos e docentes novas experiências pedagógicas e laborais em vários países europeus. O projecto, aprovado pela Agência Nacional Erasmus+ tem um arco temporal de dois anos e contempla 48 mobilidades de alunos e 20 mobilidades de professores do ensino profissional ministrado na Escola Secundária de Arouca.
«O projecto foi aprovado em 2019, ainda no mandato da ex-directora do agrupamento, professora Adília Cruz. Tínhamos um grupo de alunos pronto para viajar quando fecharam as fronteiras devido à pandemia. Estamos a retomar o projecto», explicou a professora Ana Isabel Jesus, subdirectora do AE Arouca e coordenadora do projecto.

Seis cursos profissionais em quatro países

Assim, no início do mês, partiram em direcção às cidades de Málaga (Espanha), Rimini (Itália) e Cork (Irlanda) um total de 15 alunos e 6 professores dos cursos profissionais de Animação Sociocultural (4 alunos), Técnico de Informação e Animação Turística (4 alunos), Técnico de Multimédia (4 alunos), Técnico de Cozinha e Pastelaria (1 aluno), Técnico de Restaurante e Bar (1 aluno) e Técnico de Electrónica e Telecomunicações (1 aluno). Cork acolhe 7 alunos, Málaga 6 e Rimini 2, acompanhados temporariamente por 2 dos seus docentes-formadores em Arouca. «Esta é uma alteração benéfica e que não era contemplada em projectos anteriores. Os professores são importantes na fase de ajuda à integração dos alunos no seu local de destino. Por outro lado, consideramos que, da mesma forma que as empresas reúnem condições para os alunos realizarem a mobilidade, trarão idênticas mais-valias aos professores na observação de práticas e processos. Os docentes poderão actualizar-se e familiarizar-se com outras abordagens desenvolvidas em contexto empresarial», explicou a dirigente do agrupamento, que na próxima mobilidade já deverá levar alunos e professores à Alemanha. Para já, foram privilegiados países com os quais o AE Arouca já detém experiência relacional.

Alunos crescem em cidadania e em autonomia num contexto europeu

Os principais objectivos destas iniciativas de abertura ao espaço europeu estão traçados e são claros na sua finalidade, quer para os alunos quer para o próprio agrupamento: proporcionar a formação profissional dos jovens no sentido de promover a empregabilidade num contexto global, fazer a integração de práticas pedagógicas no ensino profissional mais próximas e mais adequadas a um mercado de trabalho alargado, desenvolver as competências linguísticas, desenvolver competências pessoais e relacionais, promover o reconhecimento europeu da qualidade da formação profissional que o agrupamento disponibiliza e alargar a sua rede de parcerias, de forma sustentável no contexto da formação profissional. A frequência de um curso de línguas acrescentou competências para o ingresso no país de estágio internacional, onde os alunos realizam horas de formação em contexto de trabalho (FCT).

As virtudes de um selo de qualidade

«Um dos objectivos destes projectos é desenvolver a cidadania europeia. Por vezes os alunos fazem trabalhos que podem estar ligados à sua área de forma indirecta, mas nunca deixa de ser uma experiência de trabalho num país estrangeiro, uma experiência de contacto com outras culturas, com outras pessoas, com outras formas de ver e pensar. Daí sai sempre a aprendizagem de valores europeus. Há ainda o desenvolvimento de sentidos de responsabilidade, de capacidade de iniciativa e de independência, enfim, crescer», acrescentou a docente, cujo agrupamento foi contemplado há cerca de um ano com o selo de qualidade EQAVET (Quadro de Referência Europeu de Garantia da Qualidade para o Ensino e a Formação Profissionais), uma certificação atribuída por peritos externos, válida por três anos, que atesta a qualidade do ensino profissional ministrado na escola. «Este reconhecimento dá-nos um à vontade a nível pedagógico e financeiro para podermos continuar com os projectos».

«É fundamental incentivar os alunos»

As primeiras experiências desta escola arouquense na mobilidade europeia já contam alguns anos. «Uma primeira mobilidade aconteceu com quatro alunos do Curso Técnico de Electrónica e Telecomunicações que estagiaram na Bulgária, mas a candidatura não era nossa. Havia uma parceria com a Escola Tecnológica de Vale de Cambra. Depois disso, enviamos 12 alunos, durante 3 meses, para a Bulgária, Irlanda e Espanha, mas essa mobilidade não integrava professores.»
A nova mobilidade está em marcha. Iniciou-se com a divulgação, pelos directores de curso, dos projectos nas turmas dos cursos profissionais. Seguiu-se uma manifestação de interesse por parte dos alunos através de uma pré-inscrição e, claro, todos os pais são ouvidos neste processo. «Os pais têm sempre algum receio, mas também há pais que querem que os seus filhos participem nestas experiências de aprendizagem e são os próprios alunos que não querem ir», revelou a subdirectora do AE Arouca, professora Ana Isabel, que deixou ainda uma mensagem positiva à comunidade educativa. «É importante o incentivo à participação dos alunos para que estes projectos continuem. Estes são importantes para os alunos conhecerem outras realidades e também para evoluírem como pessoas mais responsáveis, mais experientes e autónomas, mais adultas e solidárias.» Do espaço regional e nacional para o espaço europeu, assim se faz também a formação profissional dos alunos do AE Arouca. 2021-12-01 Manuel Matos/RV

 
Arouca

Domingo, 16 de Janeiro de 2022

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