CULTURA
 
Arouca Film Festival começou fora do concelho
 
60 filmes concorrem no certame
Sessão de pré-abertura decorreu nos Paços da Cultura, em São João da Madeira
 
  Outras acções...
 Enviar a um amigo
 sugerir site
Decorreu na passada quinta-feira, dia 10, em São João da Madeira, a pré-abertura da 18ª edição do Arouca Film Festival, que contou com a exibição da longa metragem portuguesa "Viriato".
No evento, nos Paços da Cultura, esteve presente o director do festival, João Rita, a chefe de divisão na autarquia arouquense, Isabel Bessa, o presidente da autarquia local, Jorge Vultos Sequeira, e o realizador do filme, Luís Albuquerque.
Isabel Bessa enalteceu o festival de Arouca, mostrando-se agradada pelo alargamento do evento até São João da Madeira, cidade onde o Cine Clube de Arouca - que organiza o festival - integra o projecto Cine S. João, no âmbito do qual decorreu esta pré-abertura.
Jorge Vultos Sequeira sublinhou, como já vem sendo hábito deste autarca, a importância da cultura para o desenvolvimento de uma região e de cada cidadão, apontando que a ignorância pode ser um perigo e que se é menos ignorante quando se acede a cultura.
Por sua vez, o realizador, da Figueira da Foz, falou sobre a sua obra, dando a conhecer ao público muitos dos aspectos de produção pelos quais passou, para realizar o filme, que é independente (não teve apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual) e que procura abordar a história do lusitano Viriato.
A pré-abertura do Arouca Film Festival marcou ainda o regresso do Cine S. João aos Paços da Cultura, depois de uma interrupção de cinco meses devido à pandemia. Para João Rita, "a pré-abertura foi extraordinária".
"Se queríamos melhor exemplo de que devemos continuar e não desistir - ter em conta as regras em vigor, claro - se o público nos queria dar uma mensagem foi esta: ter casa cheia e um público que não arredou pé mesmo depois do filme, tendo ficado para a tertúlia com o realizador", refere ao RODA VIVA.
O festival prossegue agora em Arouca com sessões num café da vila e a cerimónia oficial na próxima sexta-feira, na Loja Interactiva de Turismo. Ao longo da semana, além da exibição dos filmes em competição, estão ainda previstas tertúlias e oficinas na Escola Secundária de Arouca.
"Nós temos uma programação bastante diversificada. Apostamos na formação, na escola, acreditamos que através da formação conseguimos ganhar público e ganhar o futuro do festival", considera João Rita.
Num ano atípico, a programação está condicionada pela evolução da situação epidemiológica do país e do concelho, podendo ter que ser readaptada.
"Temos estado com contactos praticamente diários, mesmo com a escola, e estamos em crer que essas sessões são para manter. Mas nós, direcção do festival, estamos atentos para seguir todas as regras que já existem, mais as que possam vir", aponta o director do certame.
Em todo o caso, para João Rita, "o festival já está ganho" também devido à aposta na comissão de jurados, com elementos nacionais e internacionais, uma equipa que já viu os filmes e que poderá promover o festival, em Portugal e noutros países."Decidimos que a 18ª edição não iria ser um buraco, um momento de fragilidade no festival de cinema. Queremos dignificar a cultura, o cinema e a nossa terra que é Arouca", sublinha.
Quanto à opção de levar as sessões competitivas para fora do auditório da Loja Interactiva de Turismo, onde usualmente decorriam, o presidente do Cine Clube de Arouca explica que houve dois motivos: "Tirar o festival da sala para o café serve para, através do café, se controlar melhor a assiduidade do público e ainda homenagear os primórdios, concretamente os irmãos Lumiére que começaram as projecções de cinema no Grand Café em Paris", justifica.
A abertura agendada para sexta-feira contará com uma tertúlia transmitida também online e será exibido o filme "Variações", se tudo correr dentro das expectativas e a situação epidemiológica do país e do concelho o permitirem.
A pandemia adiou produções cinematográficas em todo o mundo, cineastas de todos os cantos procuram formas de readaptar os seus projectos - num quadro em que muitos também tiveram de readaptar as suas vidas, de forma geral - por isso, a produção cinematográfica poderá sofrer uma quebra a reflectir-se nas obras a chegar aos festivais no próximo ano.
"Eu queria acreditar que não mas vai ser uma realidade porque já o sentimos este ano, na quebra de produção em termos de número", realça João Rita. Segundo o director do Arouca Film Festival, tudo será feito "para dar visibilidade a todos os filmes que concorrerem ao festival".
Na edição deste ano, o festival conta com cerca de 60 filmes em competição. As actividades que constam no programa são gratuitas e asseguram as normas definidas pela Direcção Geral da Saúde. RV 2020-09-12

Arouca Film Festival promoveu tertúlia com jornalistas

No âmbito da 18ª edição do Arouca Film Festival decorreu, na manhã de segunda-feira, na Torre da Oliva, em São João da Madeira, uma tertúlia entre jornalistas, com o cinema como pano de fundo.
Recorde-se que, à semelhança do ano transacto, a pré-abertura do festival decorreu na cidade de São João da Madeira, onde o Cine Clube de Arouca - que organiza o certame internacional - é parceiro num projecto de cinema português (Cine S. João).
Depois da pré-abertura, que decorreu nos Paços da Cultura (S. João da Madeira), na sexta-feira, a organização do festival promoveu agora um debate, antes de arrancar para Arouca, onde decorrerá a maioria das projecções.
Na tertúlia, promovida pelo Arouca Film Festival e moderada pela jornalista Alexandra Couto, estiverem presentes representantes dos jornais de Arouca e de São João da Madeira: Cátia Cardoso (RODA VIVA), Diana Familiar (Labor) e Óscar Brandão (Discurso Directo).
Em debate esteve a importância de um festival internacional de cinema na região e o papel dos jornais na cobertura deste tema, bem como a importância de um projecto de cinema português como o Cine S. João para a formação de público.
Recorde-se que, na edição deste ano, a organização do evento tem uma forte aposta na formação - com várias actividades a decorrer ao longo da semana, na Escola Secundária de Arouca.
Além disso, debateu-se igualmente o futuro do cinema e ainda a realidade do trabalho jornalístico em tempos de pandemia.
A escassez de recursos humanos nas redacções, devido a constrangimentos financeiros, foi uma das principais dificuldades apontadas pelos oradores ao seu trabalho na cobertura de assuntos culturais.
Por sua vez, o director do festival de cinema, João Rita, presente na tertúlia apontou que desde a primeira edição que o Arouca Film Festival tem tido espaço nos meios de comunicação, primeiramente regionais, e sublinhou a importância destes para a divulgação do festival.
João Rita realçou ainda a vontade de se continuar a formar públicos para o cinema, um trabalho que é já uma marca do Arouca Film Festival.
Para o director do festival e presidente do Cine Clube de Arouca, "a edição de 2020, apesar de todas as condicionantes, já é uma aposta ganha, devido à comissão de jurados, com elementos nacionais e internacionais, bem como ao sucesso da pré-abertura".
Ao longo da semana, serão exibidos mais de 50 filmes, num café da vila, e, na próxima sexta-feira, se a situação epidemiológica assim o permitir, decorrerá a cerimónia de abertura do festival, no auditório da Loja Interactiva de Turismo de Arouca. RV 2020-09-18

 
Arouca

Quarta, 30 de Setembro de 2020

Actual
Temp: 13º
Vento: NW a 3 km/h
Precip: 0 mm
Nublado
Qui
T 16º
V 5 km/h
Sex
T 13º
V 10 km/h
PUB.
PUB.
 
 
A Frase...

"O município desinvestiu nos jovens"

Ricardo Martins, lider da Juventude Popular, em entrevista ao RV

EDIÇÃO IMPRESSA

RSS Adicione ao Google Adicione ao NetVibes Adicione ao Yahoo!
PUB.
Desenvolvido por Hugo Valente | Powered By xSitev2p | Design By Coisas da Web | 17 visitantes online