SOCIEDADE
 
Moradores em Escariz queixam-se de zumbido de posto de transformação que não deixa dormir
 
Os queixosos no lugar do Londral
EDP tem vindo a fazer testes na instalação e não encontra anomalias
 
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A EDP está a ser acusada por duas famílias da freguesia de Escariz de ignorar, na prática, os efeitos negativos que um posto de transformação está a provocar, especialmente, em duas mulheres desses agregados.
O dito posto da EDP Distribuição está situado no lugar do Londral, num poste em frente à casa de uma das queixosas e também perto da residência do outro casal. As duas habitações são as que, na zona, estão mais próximas dessa instalação.
Foi-nos testemunhado que os ruídos emitidos - espécie de zumbido nuns momentos e algo mais forte noutras alturas - impede as pessoas de terem o necessário sono reparador, além de que os residentes também receiam as prováveis consequências nocivas de "ondas electro-magnéticas".
O casal Vasco Lima e Lorène Cancel Lima deram conta de que aguardam um relatório do serviço de neurologia do Hospital de Santo António, no Porto, que testemunhará que a manutenção do poste naquele local poderá "agravar" o estado de saúde da senhora.
Ela mesmo informou que o primeiro contacto com a empresa de electricidade data de há uns seis anos. Tinham comprado casa em zona de campo para fugir a bulício citadino e viam-se incomodados quando era altura de dormir.
Em 2017, Lorène, de nacionalidade francesa e com uma carreira entre o bailado e os documentários cinematográficos, viu-se doente, tendo perdido temporariamente o uso do braço direito. No Santo António diagnosticaram-lhe "uma inflação do sistema nervoso central".
A cortisona receitada agravou-lhe os problemas nas articulações herdadas da dança e a isso juntou-se a falta de repouso nocturno. Disse-nos que apenas consegue alguns momentos de sono deixando a televisão ligada, para contrabalançar os ruídos do poste.
Da luta que empreendeu com o seu marido, destacou que até se deu ao trabalho de, durante um mês, registar, pela manhã, à tarde e à noite, os barulhos que vêm da instalação, nomeadamente, segundo a intensidade. Sublinhou que são mais intensos ao fim-de-semana.
"É horrível", declarou a vizinha Hermínia Azevedo. Relatou que, na sua casa, onde vive com marido e filhos, é "a mais afectada". Acentuou que foi operada por diversas vezes e mostrou-se convicta de que os efeitos daquela instalação "afectam mais quem está fragilizado".
Salientou que a EDP até respondeu, num primeiro momento, a uma sua queixa, tendo um técnico visitado o local e retirado "uma peça" do poste. Então - assinalou - o barulho emitido ficou "mais sereno", permitindo algum descanso. "Mas, há dois meses, o ruído tornou-se outra vez mais incomodativo".
Vasco Lima, que tem gerido a sua empresa de transportes a partir de casa, tem assumido o crescendo de comunicações formais com o gigante português - com capital chinês - da electricidade. No último contacto, via email e datado do dia 2 de Maio, para o "apoio a cliente" da EDP Distribuição, historiou o processo e tempo decorrido desde que, pela primeira vez, reportou o assunto à empresa. Renovou o pedido de respostas concretas.
Assinale-se que, a 8 de Agosto do ano passado, a firma tinha-lhe dado conta de que tinha medido o ruído emitido pelo poste e que o mesmo estava "dentro dos padrões regulamentares".
Mas o problema persistiu e, no dia 4 de Novembro de 2019, uma equipa da EDP esteve na casa do casal luso-francês, onde durante dois dias, das 18h00s à 1h00 da manhã, efectuou medições de som. A 5 de Dezembro do ano transacto, dois técnicos da empresa realizaram testes de medição de corrente electro-magnética.
O empresário enfatizou que ainda não receberam qualquer relatório relativamente aos testes e medições feitos a partir do seu domicílio.
Deu nota, ainda, que o poste teve vários problemas técnicos, tendo, nomeadamente, uma caixa ardido, provocando "faíscas assustadoras e anormais". Reconhecendo não ser técnico, Lima disse, contudo, ter "conhecimentos suficientes" para saber que não é normal que uma instalação daquele tipo transforme "num inferno" a vida de quem mora na proximidade.

Empresa diz que não encontrou anomalias na instalação

Questionada a EDP Distribuição, a empresa informou que o seu posto de transformação no lugar do Londral,, "cumpre as disposições regulamentares em ambos os domínios - campo electromagnético e ruído". Em nota emitida, a eléctrica informou que "está, desde o início, a acompanhar a situação reportada pelos clientes".
Assinalou que, "no Verão passado", efectuou "a medição de ruído no posto de transformação de distribuição em causa, não tendo sido detectados valores que pudessem comprometer os padrões regulamentares".
Salientou que, "ainda assim", contratou "um serviço externo para a realização de uma avaliação da exposição da habitação de um dos reclamantes a campos electromagnéticos, assim como de uma análise ao desempenho acústico do posto de transformação de distribuição".
A empresa acentuou que, "adicionalmente", as suas equipas técnicas "têm vindo realizar no local um conjunto de acções para procurar despistar a causa-origem do problema", tendo até desligado o posto de transformação de distribuição e respectiva rede de média tensão, "não tendo sido identificado, até à data, factores técnicos ao nível da infra-estrutura eléctrica afecta ao posto de transformação que pudessem estar na sua origem".
No passado dia 28 de Maio, uma equipa da EDP Distribuição reuniu-se com os clientes no local, para os informar das conclusões dos estudos realizados e das acções que foram realizadas recentemente.
Segundo se apurou, nessa reunião os técnicos e responsáveis da empresa estavam munidos de relatórios, que, contudo, não facultaram às pessoas afectadas. Comunicaram verbalmente os resultados, apenas permitindo uma consulta fugaz dos documentos.
Ainda terá sido prometido às duas famílias que, a curto prazo, serão feitos novos testes de despiste, que poderão implicar o corte da electricidade nas duas casas, em parte do período nocturno. AOS/DA 2020-06-06

 
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Sexta, 03 de Julho de 2020

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