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CHAVE: Os efeitos do coronavírus e a adaptação a uma nova normalidade
 
Igreja matriz
RODA VIVA deu voz às entidades, instituições e associações locais
 
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Para aferir o real impacto e como a freguesia se tem comportado perante a pandemia da Covid-19 que mudou a vida de todos nós, RODA VIVA deu voz às entidades, instituições e associações locais. Todos estão bem cientes do que enfrentam e do que ainda terão de enfrentar.

Fernando Ribeiro, presidente da Junta de Freguesia de Chave: «Sinto que ainda há muito receio
nas pessoas, embora cá nas aldeias haja talvez menos medo do que nas cidades. Vamos iniciar a distribuição de máscaras laváveis pela população da freguesia com 65 ou mais anos, pois víamos
várias pessoas com a mesma máscara descartável durante 15 dias, o que não é o mais higiénico. O cemitério já foi reaberto e esperemos que as pessoas cumpram com as recomendações quando frequentarem o espaço. Voltámos aos trabalhos de conservação e limpeza de valetas no lugar de Chave e, em breve, iremos passar para Soutelo e Casal».

Padre José Joaquim Ribeiro, pároco da Paróquia de Santa Eulália de Chave: «Vamos dando resposta às necessidades pastorais, disponibilizando alguns recursos para que as pessoas não se deixem assolar por nenhum desânimo, embora fique sempre aquém daquilo que é desejável. Vou atendendo as pessoas por telefone, mediante aquilo que nos vai sendo permitido. Entretanto, vou reunir com a Comissão Fabriqueira e a Comissão Permanente para preparar o regresso das celebrações comunitárias no fim-de-semana de 30 e 31 de Maio, bem como encontrar uma alternativa para a procissão de encerramento do mês de Maio. É uma nova normalidade, uma normalidade dentro da norma. A nossa preocupação é preservar a sacralidade da vida humana».

Rui Brandão, director do Centro Social de Chave: «Enfrentámos várias dificuldades ao longo dos últimos dois meses, mas fomos gerindo tudo da melhor forma, com um notável trabalho de equipa, desde o momento em que tivemos suporte legal. Houve uma estreita articulação entre os elementos da direcção da instituição, direcção técnica dos serviços e funcionários. Agradecemos os donativos por parte da Câmara Municipal e do Rotary Club de Arouca em termos de material de protecção e produtos de desinfecção, bem como das empresas 'Tacorsil' e 'Olesa' em viseiras».

Camilo Pereira, presidente da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Chave: «Os elementos da direcção têm-se contactado sobretudo telefonicamente. No próximo domingo, iremos reunir para ver como é que vamos proceder com a provável reabertura da sede, na próxima segunda-feira. No dia 14 de Março, tínhamos aprovado, em assembleia-geral, o relatório e contas do último ano e votado o plano de actividades e orçamento para este, mas não foi possível marcar eleições para eleger os novos órgãos sociais. Tão cedo, como é evidente, não haverá possibilidade de realizarmos as nossas actividades no pavilhão junto da sede, como, por exemplo, as nossas feiras ou o 'Fim-de-Semana Cultural' que costumavam decorrer no Verão».

António Teixeira, presidente da Associação de Pais do Pólo Escolar de Chave: «A nível de colaboradores que prestam serviços no pólo escolar, propusemos à Segurança Social a situação de lay-off. Disponibilizamos cópias aos pais para os trabalhos das crianças e eles estão a enviar por e-mail, sendo depois corrigidos pelos professores. Identificamos situações de pessoas sem internet, casos mais complicados que tentamos também ajudar de alguma forma. O Agrupamento de Escolas de Escariz encontrou forma dos professores darem aulas por e-mail, com pdf's editáveis, por exemplo, e com os manuais em casa. Três vezes por semana dão aulas por video-chamada. Se antes os pais podiam acompanhar o estudo diário dos filhos em casa, agora, como é o meu caso, que estive em tele-trabalho e voltei a deslocar-me para trabalhar recentemente, já não há a mesma disponibilidade para esse acompanhamento tão assíduo».

Rosa Lopes, Associação Unidos por São Tiago da Farrapa: «Com muita pena nossa, não vamos poder realizar a nossa querida Festa em Honra de São Tiago da Farrapa este ano (no último fim-de-semana de Julho), uma festa muito apreciada dentro e fora da freguesia. Para a edição de 2020 já estava tudo em cima da mesa, só faltava assinar contratos. Veremos se haverá possibilidade de celebrar, pelo menos, Missa na nossa capela no fim-de-semana que seria o da Festa».

Fátima Teixeira, Comissão de Festas de Nossa Senhora de Fátima de Soutelo: «Estava até prevista
para o próximo domingo a 'Cagada da Vaca', como já tinha acontecido nos últimos anos, com o fim de angariar verbas para a Festa em Honra de Nossa Senhora de Fátima de Soutelo (no primeiro fim-de-semana de Agosto), já tínhamos contratado um grupo de concertinas para esse evento, um conjunto
musical para a Festa e a banda que ia estar connosco durante a procissão já estava acordada, só faltava assinar contrato. A nossa única esperança agora é a de que haja, pelo menos, Eucaristia no domingo da Festa. Temos um adro grande para garantir a distância mínima entre as pessoas. Temos de nos habituar a esta nova realidade».

Fernando Correia, presidente da Associação Cultural e Recreativa Unidos da Regada: «Estávamos para começar com as obras para construir a nova sede e ficou tudo em suspenso. A última actividade
que realizámos foi o São Martinho. Este ano não houve nem deve haver nada. Não há condições para realizarmos o nosso '3º Convívio Anual' (no segundo fim-de-semana de Julho), no Largo das Alminhas. No ano passado foi uma enchente e as pessoas já comentam que lhes vai fazer falta».

Bonina Brandão, 'Semente de Futuro': «Uma primeira consequência grave foi o cancelamento dos estágios de jardinagem em curso e o confinamento dos jovens estagiários, pouco defendidos de um clima de medo/pavor muito desfavorável à sua saúde global. Cumprimos todas as restrições, embora sentindo-as, por vezes, como excessivas, o que nos vem confirmado por médicos e investigadores respeitáveis que postulam que os grupos de risco devem ser preservados efectivamente, mas o confinamento de adultos saudáveis e jovens deve ser avaliado caso a caso e pode ser prejudicial a vários níveis, nomeadamente no combate ao vírus. Para este mês de Maio estava prevista a inauguração do ‘Clube UNESCO Semente de Futuro', com objectivos de desenvolvimento sócio-cultural e de paz, em ligação com a ‘Biblioteca Viva', mas ficou adiada". Ruben Tavares

 
Arouca

Sexta, 03 de Julho de 2020

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