SOCIEDADE
 
COVID-19: O impacto no comércio e serviços
 
Uma das principais zonas comercial e de serviços de Arouca
Proprietários acreditam que o regresso à normalidade será difícil e demorado
 
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A pandemia trouxe para a ordem do dia expressões que não imaginávamos que pudessem figurar em 2020. Entre elas surge aquela que deixa em quem a escreve e em quem a vê, um sentimento de incerteza: "Fechado por tempo indeterminado".
Neste sentido, RODA VIVA falou com Ana Cláudia Soares, proprietária da Clínica Médico-Dentária Senhora da Mó, Maria de Fátima Gonçalves, da Loja Jardim, e Filipe Sousa do bar-restaurante Barbelho.

Ana Cláudia Soares decidiu fechar a clínica antes dessa norma ter sido avançada pela Ordem dos Médicos Dentistas, no dia 16 de Março.
A protésica de 42 anos afirma que a sua principal preocupação é "a protecção e segurança dos pacientes, auxiliares e médicos, tendo em conta que o serviço subentende um contacto físico muito próximo". Além disso não esconde a preocupação com o reerguer da economia no pós-pandemia, uma vez que durante este tempo "tudo parou, não houve facturação, mas mantiveram-se as despesas e a carga fiscal".
A somar a isso, Ana Cláudia diz que no regresso e, de forma a transmitir confiança aos pacientes, terá que ser feito "um investimento na aquisição de fatos de protecção, viseiras e máscaras adequadas, num stock considerável".
Acredita que o regresso à normalidade será difícil e demorado. Para já mantém o serviço de urgência ao dispor dos pacientes.
Da Loja Jardim, Maria de Fátima Gonçalves, explica que com o "surgimento do vírus seguimos todas as indicações da Direcção Geral de Saúde, mudando a forma de atendimento para ter todos os cuidados necessários, desde o distanciamento entre clientes à desinfecção das mãos, espaços e materiais".
A redução do horário ao mínimo essencial foi o passo seguinte. Com o agravar da situação "optamos por fechar a loja, mesmo antes do decretar do Estado de Emergência".
Fátima conta que continuam a "manter o contacto com os clientes através das redes sociais e telemóvel", acrescentando que "não tem sido fácil porque este é um negócio local, tipicamente tradicional que vive do contacto cara a cara". Embora "partilhemos fotografias dos produtos nas redes sociais, perdemos a ligação com os nossos clientes, principalmente com aqueles que não têm acesso à internet", afirma a proprietária da loja de roupa.
Sobre o futuro, Fátima sabe que "será difícil, mais do que já está a ser o presente", mostrando-se preocupada por não saber "quanto tempo mais iremos ter de estar com as portas fechadas, como vamos poder trabalhar depois disto melhorar e quanto tempo vai ser preciso para vender tudo o que temos na loja e no armazém para pagar as contas acumuladas nestas seis semanas". No fundo, "estamos muito preocupados por não sabermos se vamos conseguir ter forma de continuar a ter o negócio aberto depois disto passar".
Em jeito de repto, a proprietária da Loja Jardim, desafia os arouquenses "a comprar no comércio local para que nos consigamos ajudar uns aos outros".
Filipe Sousa do restaurante Barbelho, em Santa Eulália conta que o seu estabelecimento também "encerrou antes da ordem emitida pelo governo, aquando do decretar do Estado de Emergência", acrescentando que "este sector não possibilita o tele-trabalho e que por isso também precisará de mais apoios directos".
Certo de que "economicamente, este ano não será fácil para nenhum sector", Filipe reconhece que é necessária uma forte adaptação a esta nova realidade".
Desde que encerrou o estabelecimento, em meados de Março, a gerência optou pelo regime de "lay-off" de forma "a manter todos os postos de trabalho".
Depois de mais de um mês, Filipe conta que estiveram a pensar na forma de regressar, tendo em conta todas as imposições e regras que a pandemia exige. A partir desta terça-feira, 28 de Abril, "o Barbelho iniciará o serviço de take-away, confiantes que aos poucos e, uma vez levantado o estado de emergência, possamos reabrir as portas do nosso estabelecimento com a máxima segurança para clientes e colaboradores". 2020-04-28 André Vilar
 
Arouca

Domingo, 07 de Junho de 2020

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A Frase...

"Ninguém, no governo actual, está a fazer um favor a Arouca mas sim a fazer-se justiça a um concelho, a um povo"

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, durante a consignação da estrada Escariz / A32

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