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COVID-19: O veterinário responde
 
Paulo Teixeira esclarece as dúvidas e preocupações em tempo de pandemia
 
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O novo Coronavírus pode ser transmitido de animais para as pessoas?
• Apesar de se pensar que este novo vírus surgiu da mutação de um vírus animal, a Organização Mundial de Saúde afirma que não existe qualquer evidência que o coronavírus se possa transmitir de animais para os humanos sejam eles animais de companhia ou produção, pelo que a população pode estar descansada quanto ao contacto com os seus animais.

Que cuidados deverão adoptar os proprietários de animais de companhia durante este surto?
• Os cuidados não deverão ser muito diferentes dos que habitualmente aconselhamos após o contacto com os animais, sendo que agora deverão ser redobrados. Para além de lavar bem as mãos após tocar nos animais, é recomendável que nesta altura se repita muitas vezes. Os animais poderão funcionar unicamente como um vector mecânico (transportador) como qualquer outra superfície onde o vírus se possa encontrar. Aconselhamos, portanto, que se alguém testar positivo, for suspeito ou estiver de quarentena para COVID-19 deverá evitar também ter contacto com os seus cães ou gatos.
• Por outro lado, poderão nestas situações optar por estar com o seu cão ou gato como forma de combater a solidão pois não existe qualquer incremento do risco sendo que a quarentena pela razão atrás descrita deverá ser para ambos.

Os serviços médico veterinários estão suspensos durante o período de estado de emergência?
• Não. O apoio médico veterinário foi integrado no grupo de serviços mínimos que estão autorizados a laborar durante este período. No entanto, a grande maioria dos centros de atendimento médico veterinário estão a trabalhar com planos de contingência muito apertados e a adiar ou suspender serviços não essenciais. Nós estamos a trabalhar preferencialmente por marcação e com priorização do apoio médico veterinário urgente. Não nos podemos esquecer que existem também veterinários responsáveis pelas inspecções em matadouros, lotas, mercados e muitos outros locais e que garantem a higiene e qualidade dos produtos que chegam a todos nós ou outros veterinários responsáveis pela sanidade e saúde animal dos animais de produção que continuam a adoecer e a terem necessidade dos nossos serviços.

O que está a fazer a classe medico-veterinaria para ajudar nesta pandemia?
• Além do que atrás já disse e de seguirmos enquanto cidadãos todas as indicações da DGS, garantimos que todos os animais terão sempre a assistência que precisem e procuraremos dar o nosso contributo para que o país não pare. Além disso, toda a classe está a ter uma atitude proactiva na resposta a esta pandemia. A Ordem dos veterinários criou uma bolsa de voluntários em que nos inscrevemos para podermos ser chamados caso se justifique. Espero sinceramente que tal nunca seja necessário, mas se pensarmos que em países como a Noruega em que esta situação já é efectiva poderá pelo menos contribuir para sensibilizar a população para acatar as recomendações da DGS para não chegarmos a este ponto. Criámos de norte a sul do país um inventariado e disponibilidade de alguns equipamentos como ventiladores, concentradores de oxigénio e material de limpeza e desinfecção que usamos nas nossas cirurgias e que poderão ser adaptados ao uso em medicina humana. Inclusivamente sei de alguns colegas que disponibilizaram os seus ventiladores para hospitais e que estão já em fase de adaptação. O Centro Veterinário de Arouca disponibilizou também junto da OMV e da DGS o seu equipamento de ventilação caso seja necessário. Mais uma vez espero que nunca venha a ser necessário.

O que nota no contacto diário com os clientes principalmente os agricultores que normalmente são duma faixa etária mais idosa?
• Há cerca de 10 dias havia ainda um total desconhecimento por parte desta população do grave problema que se avizinhava. Neste momento, com todo o acompanhamento por parte da comunicação social, alguma de forma mais alarmista e sensacionalista, nas visitas que faço pelo concelho noto que a grande maioria da população está já alertada para o problema e procuro nas consultas que vou fazendo alertar e sensibilizar ainda mais.
Nunca será de mais repetir que esta é uma luta de todos. E como li e ouvi um médico espanhol de Málaga afirmar em desespero esta é uma doença que não se combate com medicamentos, mas sim com solidariedade. RV 2020-03-23
 
Arouca

Quinta, 02 de Abril de 2020

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"Vivemos tempos difíceis, que exigem, de todos nós, resiliência e união"

Elisa Pinho, docente do Agrupamento de Escolas de Escariz, em declarações ao RV

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